O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (22) em queda de 0,81%, aos 176.209,61 pontos. A desvalorização foi pressionada pelo avanço dos juros nos Estados Unidos, pelo aumento das incertezas políticas no Brasil e pela cautela dos investidores diante do cenário internacional.
Na semana, o índice recuou 0,61%, acumulando o sexto recuo consecutivo. Em maio, a baixa chega a 5,93%, enquanto o avanço no ano foi reduzido para 9,36%.
Declarações de Christopher Waller, diretor do Federal Reserve (Fed), dizendo que é necessária maior cautela com a inflação, somadas à piora na confiança do consumidor nos EUA, impactaram o mercado financeiro.
Hoje, Kevin Warsh tomou posse da presidência do banco central norte-americano e, durante o evento conduzido por Donald Trump, afirmou que inflação mais baixa pode coexistir com crescimento econômico forte.
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Investidores também acompanharam a divulgação da pesquisa Datafolha no Brasil, que indicou perda de popularidade do senador Flávio Bolsonaro no cenário eleitoral após a repercussão de informações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Destaques do Ibovespa
As ações ligadas ao setor bancário recuaram. Itaú (PN) fechou em queda de 1,72%, enquanto o Santander (Unit) caiu 1,78% e o Bradesco recuou 0,96% (ON) e 1,56% (PN). A Petrobras também registrou desvalorização de 0,30% (ON) e 1,05% (PN). Por outro lado, a Vale subiu 0,57%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN (+6,15%), Usiminas (+5,61%) e Azzas (+3,86%). Já entre as quedas, ficaram Minerva (-6,20%), BRF (-4,05%) e Cyrela (-3,93%).
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