O mercado abre a semana nesta segunda-feira (25) com liquidez reduzida devido aos feriados nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha e em parte da Ásia. Apesar disso, a expectativa por um acordo entre Washington e Irã avançou no final de semana.
A possibilidade de um fim na guerra no Oriente Médio faz com que o petróleo opere em forte queda nesta manhã, abaixo dos US$ 100. Segundo agências internacionais, os países já teriam um acordo preliminar, que envolveria a retomada gradual da navegação no Estreito de Ormuz.
Neste domingo, Trump evitou ser taxativo a respeito do acordo, mas disse que as negociações avançam de forma “profissional e produtiva”. Por outro lado, o republicano orientou representantes a não se apressarem. O tom de cautela também foi adotado por porta-vozes de Teerã.
O único lado que adota um tom mais duro neste momento é Israel. No final de semana, Benjamin Netanyahu afirmou que, para um acordo ser selado, o risco nuclear iraniano precisará ser eliminado por completo.
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No Brasil, o mercado deve repercutir a possibilidade de acordo ao longo do pregão, enquanto investidores aguardam pelo avanço da agenda econômica local, que conta com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação brasileira.
Na véspera do anúncio, o Banco Central divulgou o novo Boletim Focus. O relatório apontou, pela primeira vez no ano, que a inflação brasileira terminará o ano acima dos 5%.
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Manchetes desta manhã
- Trump: negociações com o Irã estão ‘avançando bem’ (Valor Econômico)
- Depósitos judiciais de R$ 30 bilhões no BRB preocupam governo (Valor Econômico)
- Trabalhadores com ensino superior dobram em 13 anos, e renda continua abaixo de recorde (Folha de S.Paulo)
- PT e PL antecipam guerra no TSE para conter uso de IA e associações a crises do Master e INSS (O Globo)
- Proposta de delação de Vorcaro ‘não empolga nem irrita’, segundo análise da PGR (Estadão)
Mercado global
As principais bolsas da Europa avançam nesta segunda-feira e atingem os maiores níveis das últimas semanas, impulsionadas pelo otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã. A perspectiva de distensão no Oriente Médio derruba o petróleo e reduz os temores com a inflação global.
Na Ásia, as principais bolsas do continente encerraram o pregão em forte valorização, acompanhando o rali das empresas de tecnologia e semicondutores em Wall Street.
Em Nova York, não haverá pregão devido ao feriado do Memorial Day.
Confira os principais índices do mercado:
- S&P 500 Futuro: feriado
- FTSE 100: +0,22%
- CAC 40: +1,82%
- Nikkei 225: +2,87%
- Hang Seng: +0,86%
- Shanghai SE Comp: +1,66%
- Ouro (jun): +0,90%, a US$ 4.597,26 por onça troy
- Índice do dólar (DXY): -0,29%, aos 98,95 pontos
- Bitcoin: +0,73% a US$ 77.318,10
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Commodities
Petróleo: expectativa de paz no Irã derruba commodity e os preços caem abaixo dos US$ 100/por barril.
- Brent para junho recua 5,65%, a US$ 94,56
- WTI para julho cai 5,72%, a US$ 90,90
Minério de ferro fechou levemente em alta (+0,06%) em Dalian, na China, a 793 yuans/tonelada (US$ 116,87).
Cenário nacional
O cenário político segue no radar dos investidores após novas pesquisas eleitorais indicarem manutenção da competitividade de Flávio Bolsonaro, mesmo após os desgastes recentes envolvendo Daniel Vorcaro e o episódio do “Dark Horse”. Apesar da perda de fôlego nas intenções de voto, levantamentos divulgados na sexta-feira (22) mostraram Lula ainda numericamente à frente, mas com disputa apertada em eventual segundo turno.
Analistas avaliam que a ausência de migração relevante de votos para outros nomes da direita mantém Flávio como principal representante competitivo do campo conservador para 2026. Em paralelo, o senador embarca para os Estados Unidos em busca de aproximação com Donald Trump, em movimento visto como tentativa de reorganizar a narrativa da campanha.
No Congresso, a atenção se volta para a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1. A proposta entra em uma semana decisiva, com expectativa de votação do parecer na comissão especial e possível avanço ao plenário ainda nos próximos dias.
O governo tenta negociar regras de transição para adaptação das empresas, enquanto o texto deve priorizar a redução da jornada, manutenção dos salários e garantia de dois dias de descanso semanais, deixando detalhes setoriais para regulamentação posterior.
Destaques do cenário corporativo
- São Martinho (SMTO3) divulga resultados após o fechamento do mercado.
- Petrobras (PETR4) suspendeu novo leilão de GLP para reduzir pressão sobre o preço do gás de cozinha.
- BNDES vendeu cerca de R$ 3 bilhões em ações da Petrobras em maio.
- Sabesp (SBSP3) teve aprovação do Cade para aquisição de 90% da Sanessol por R$ 125 milhões.
- JBS avançou na NYSE após inclusão preliminar no índice Russell 3000.
- Qualicorp (QUAL3) anunciou sucessão na gestão, com Maurício Lopes assumindo o conselho e Eduardo Oliveira a presidência executiva.
- RD Saúde (RADL3) aprovou compra da participação do GPA na STIX por R$ 23 milhões.











