Os mercados iniciaram a semana atentos à agenda econômica no Brasil e nos Estados Unidos, com foco em indicadores de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho. A avaliação é de que os dados podem influenciar as expectativas para juros e o comportamento dos ativos nas próximas semanas.
Em análise feita na manhã desta segunda-feira (25), Marco Morelli, da Wiser | BTG Pactual, afirmou acreditar que, apesar da recente correção dos mercados, um dos pontos mais relevantes no momento é a estabilização das taxas de juros longas, especialmente nos títulos de dez anos.
“O importante agora é acompanhar essa estabilização ou leve queda dos juros mais longos para diminuir a volatilidade e permitir um processo de queda das taxas”, afirmou, no novo episódio do podcast Perspectivas da Semana.
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Além dos indicadores econômicos, o cenário internacional continua influenciado pelas tensões geopolíticas, que seguem afetando o comportamento dos mercados. Segundo Morelli, em alguns momentos, fatores externos têm provocado impacto maior nos ativos do que os próprios dados econômicos.
Ainda assim, ele afirma que indicadores de inflação e emprego continuam sendo fundamentais para calibrar as expectativas dos investidores sobre juros e crescimento econômico. Confira a análise na íntegra:
Ibovespa recua e dólar sobe
No balanço da última semana, o especialista relembra que o Ibovespa registrou queda de 0,60%, enquanto o índice americano S&P 500 avançou 0,80%. Já o índice de fundos imobiliários (IFIX) caiu 0,76%.
No período, o dólar encerrou o período em leve alta, cotado próximo de R$ 5,20. Nos Estados Unidos, os juros dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) de dez anos também recuaram. Segundo Morelli, a redução da volatilidade nesses ativos pode ajudar a melhorar o ambiente para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Mercado ainda espera cortes de juros
Na visão de Morelli, o mercado continua projetando cortes na taxa Selic ao longo deste ano, apesar da possibilidade de redução no ritmo de flexibilização monetária. A expectativa para os está próxima de 13,9%, segundo as projeções observadas pelo especialista.
Para ele, o cenário ainda aponta para continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, embora em velocidade menor. “A reversão para uma política monetária contracionista não aconteceu. “O mercado ainda trabalha com expectativa de cortes”, explicou.
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Agenda econômica
A semana concentra indicadores considerados relevantes para as decisões de política monetária e para as expectativas de crescimento econômico.
No Brasil, os investidores acompanham a divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, além do IGP-M, taxa de desemprego, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e os dados do Produto Interno Bruto (PIB).
Nos Estados Unidos, o mercado monitora indicadores de inflação, crescimento econômico, mercado de trabalho e confiança do consumidor. Entre os destaques estão o relatório ADP, que antecede os dados oficiais de emprego, o PIB americano e os pedidos de seguro-desemprego.











