O dólar fechou esta segunda-feira (25) em queda de 0,18% frente ao real, a R$ 5,02. O mercado reagiu à redução da aversão ao risco global diante de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
A sessão teve liquidez reduzida devido ao feriado do Memorial Day nos EUA, que manteve fechados os mercados acionários de Nova York e o mercado de Treasuries, os títulos públicos americanos.
Apesar da queda no dia, a moeda americana chegou à quinta sessão consecutiva acima de R$ 5 e ainda acumula valorização de 1,34% em maio. Em 2026, no entanto, o dólar recua 8,56% frente ao real.
Negociações entre EUA e Irã aliviam pressão
Moedas de países emergentes ganharam força ao longo do dia com a expectativa de avanço diplomático entre Washington e Teerã. Pela manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã “estão avançando muito bem”.
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Também circulou no mercado a informação de que haveria um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz. Com isso, as cotações do petróleo registraram forte queda. O contrato do Brent para agosto fechou em baixa de 6,78%, cotado a US$ 93,42 por barril.
O movimento ajudou a reduzir preocupações inflacionárias. Nas últimas semanas, o aumento do preço da commodity vinha pressionando os juros dos Treasuries, o que fortalecia o dólar no exterior e dificultava o desempenho de moedas emergentes.
BTG vê volatilidade maior até outubro
O BTG Pactual projeta a taxa de câmbio em R$ 5,10 no fim do ano e espera maior volatilidade do real até outubro. Para os economistas Álvaro Frasson e Arthur Mota, ainda há espaço para valorização adicional do real, mas os próximos movimentos dependerão mais de fatores domésticos, como cenário político e fiscal.











