A entrada líquida de Investimentos Diretos no País (IDP) somou US$ 8,912 bilhões em abril, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (26). O resultado veio acima das expectativas do Projeções Broadcast, que apontava ingresso máximo de US$ 6,5 bilhões.
Em 12 meses até abril, o fluxo alcançou US$ 79,2 bilhões, equivalente a 3,28% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em 2026, a entrada total de investimento estrangeiro soma US$ 29,938 bilhões. O BC projeta entrada de US$ 70 bilhões em IDP neste ano, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre. A estimativa corresponde a 2,7% do PIB.
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Dívida externa sobe
Além do investimento estrangeiro, o BC também informou que a dívida externa brasileira atingiu US$ 416,976 bilhões em abril. No mês anterior, o estoque estava estimado em US$ 401,187 bilhões.
A dívida externa de longo prazo, que reúne compromissos com credores internacionais, incluindo títulos, empréstimos e financiamentos, ficou em US$ 295,290 bilhões, enquanto o estoque de curto prazo alcançou US$ 121,686 bilhões.
Déficit em conta corrente fica em US$ 1,7 bilhão
O déficit do Brasil em transações correntes diminuiu de US$ 6,036 bilhões em março para US$ 1,765 bilhão em abril. O resultado ficou acima da mediana das estimativas do mercado, que apontava déficit de US$ 100 milhões.
No mesmo mês do ano anterior, o déficit havia sido de US$ 1,636 bilhão. No acumulado de 2026, o déficit em transações correntes soma US$ 21,965 bilhões.
Em 12 meses, o rombo passou de 2,70% do PIB em março para 2,66% do PIB em abril. Segundo o Banco Central, este é o menor nível desde fevereiro de 2026, quando o déficit correspondia a 2,61% do PIB.
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Superávit comercial ajuda a reduzir déficit em conta corrente
A balança comercial registrou superávit de US$ 9,707 bilhões em abril. Já a conta de serviços teve déficit de US$ 5,044 bilhões. A conta de renda primária ficou negativa em US$ 6,801 bilhões, enquanto a conta financeira apresentou déficit de US$ 2,121 bilhões.
O Banco Central projeta déficit de US$ 58 bilhões nas transações correntes em 2026, equivalente a 2,2% do PIB. A estimativa considera superávit comercial de US$ 73 bilhões, déficit de US$ 54 bilhões na conta de serviços e saldo negativo de US$ 82 bilhões na conta de renda primária.











