O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, voltou a operar no vermelho nesta terça-feira (26), pressionado pelo aumento da cautela dos investidores diante das incertezas sobre uma possível solução para o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Hoje, o governo dos EUA informou que realizou ataques contra alvos no sul do Irã. Segundo autoridades, a operação foi uma ação de “autodefesa” e teve como alvo plataformas de lançamento de mísseis e embarcações capazes de espalhar minas marítimas.
Em resposta, autoridades do Irã disseram ter abatido um drone dos EUA e acusaram os americanos de violar o cessar-fogo. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã está aberto a um “acordo digno”.
Após abrir em alta e atingir máxima de 177.815,95 pontos, o índice perdeu força com as declarações e terminou o dia com recuo de 0,69%, aos 176.589,03 pontos. Na semana, a Bolsa sobe 0,22%. Já em maio, recua 5,73%.
- A informação que os grandes investidores usam – no seu WhatsApp! Entre agora e receba análises, notícias e recomendações.
Destaques do Ibovespa
A queda do Ibovespa foi puxada por ações de peso. Entre os “bancões”, as ações do Banco do Brasil caíram 2,49%. Os papéis do Itaú recuaram 0,64%, enquanto o Bradesco fechou com perdas de 0,38% (ON) e 1,27% (PN). A Vale (-0,62%) também recuou.
Indo na contramão, a Petrobras subiu 0,41% (ON) e 0,09% (PN), acompanhando o avanço do petróleo no mercado internacional. Tensões envolvendo o Estreito de Ormuz levaram o petróleo tipo Brent a avançar cerca de 3,5% em Londres.
Entre as maiores altas do dia ficaram Minerva (+2,61%), Hapvida (+1,61%) e Rede D’Or (+1,42%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-5,81%), C&A (-4,77%) e Vamos (-3,86%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











