O dólar fechou esta terça-feira (26) em alta de 0,17%, a R$ 5,03, após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã. O movimento pressionou moedas de países emergentes e elevou a busca por ativos considerados mais seguros, como a moeda norte-americana.
Durante a sessão, o governo norte-americano comunicou ataques contra alvos no sul do Irã. De acordo com autoridades, a ação teve caráter de “autodefesa” e mirou plataformas de lançamento de mísseis e embarcações capazes de espalhar minas marítimas.
Em resposta, autoridades iranianas afirmaram ter derrubado um drone americano e acusaram os EUA de violarem o cessar-fogo em vigor. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está disposto a firmar um “acordo digno” com os Estados Unidos.
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A escalada do conflito também impulsionou os preços do petróleo. O contrato do Brent para agosto avançou 3,58%, encerrando o dia a US$ 99,58 por barril.
Ruído político doméstico amplia volatilidade
Além do cenário externo, operadores apontam que o ambiente político interno também contribui para a volatilidade cambial. A proximidade da corrida presidencial tem elevado as incertezas locais e reduzido o apetite por ativos brasileiros.
Segundo Pedro Oliveira, analista do BTG Pactual, o real perdeu parte da força observada nas últimas semanas, conforme mostrou reportagem do Broadcast.
“Após a correção observada nas últimas semanas, o real ainda luta para recuperar totalmente seu ímpeto anterior, em um ambiente de maior seletividade em relação às moedas de mercados emergentes e maior sensibilidade ao ruído doméstico”, afirmou.
O analista destaca que o diferencial de juros elevado no Brasil e a posição do país diante do choque nos preços de energia ainda sustentam uma perspectiva favorável para o real no médio prazo. Porém, no curto prazo, o cenário se tornou menos favorável.
Dólar acompanha dados dos EUA
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou perto da estabilidade, acima dos 99 pontos. No mês, o indicador acumula alta superior a 1%.
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Investidores aguardam agora a divulgação de indicadores econômicos dos EUA previstos para quinta-feira (28), entre eles a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE) de abril.
Durante entrevista ao Nikkei Asia, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que o banco central americano pode iniciar uma sequência de altas de juros em resposta ao choque inflacionário provocado pela guerra no Oriente Médio.











