O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (27) em queda de 0,48%, aos 175.744,37 pontos, pressionado por preocupações com a inflação no Brasil e pela falta de avanços nas negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.
Dados do IPCA-15 de maio, considerado uma prévia da inflação oficial, mostraram desaceleração, mas ficaram acima das expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,6%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC).
Em fala ao Broadcast, a economista-chefe para América Latina da Coface, Patricia Krause, destacou que os núcleos de inflação continuam pressionados. O grupo Alimentação e Bebidas respondeu por quase metade da inflação do mês.
Apesar disso, a expectativa segue apontando para um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).
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O mercado também reagiu às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã. Trump afirmou que o país não receberá alívio de sanções em troca do abandono do urânio enriquecido.
Destaques do Ibovespa
O desempenho do índice foi influenciado pela queda das ações da Petrobras (ON -1,62% e PN -1,43%), que acompanharam o recuo do petróleo no mercado internacional. A Vale, ação de maior peso na Bolsa, avançou 0,46%.
No setor bancário, os papéis tiveram desempenho misto, com destaque para Bradesco (PN +0,90%) e Itaú (PN +0,65%). O Banco do Brasil caiu 0,19%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Usiminas (+5,90%), RD Saúde (+2,72%) e CSN Mineração (+2,66%). Já entre as quedas, ficaram Cosan (-6,31%), Copasa (-4,71%) e Natura (-4,13%).
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