A inflação ao produtor, medida pelo Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês), subiu 2,63% em abril, maior alta mensal desde março de 2022, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em nota, Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do indicador, explicou que a alta da inflação foi influenciada principalmente pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que pressionaram os custos industriais ligados à energia e combustíveis.
Esse foi o terceiro maior resultado para um mês de abril desde o início da série histórica, em 2014. O PPI sobe 5,12% em 2026 e avança de 1,07% em 12 meses.
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Os setores que mais impactaram o índice foram:
- outros produtos químicos, alta de 9,91% e impacto de 0,80 ponto percentual (p.p.);
- refino de petróleo e biocombustíveis, com avanço de 6,44% e impacto de 0,63 p.p.;
- alimentos, com valorização de 1,43% e impacto de 0,34 p.p.;
- borracha e plástico, que registraram crescimento de 7,31% e impacto de 0,29 p.p.
Ao todo, 21 das 24 atividades pesquisadas registraram aumento de preços em abril.
Bens intermediários lideram alta dos preços
Nas grandes categorias econômicas que compõem o PPI, os bens intermediários foram os que mais pressionaram o índice em abril, subindo de 3,54% em março para 4,10% em abril. De acordo com o IBGE, nove dos dez produtos monitorados tiveram alta no mês — oito ligados à cadeia do petróleo.
O minério de ferro foi a exceção. De acordo com Brandão, os preços do produto recuaram devido ao aumento da oferta no Brasil e na Austrália, aos estoques elevados na China e à menor demanda do setor de construção no país asiático. A valorização do real frente ao dólar também contribuiu para a queda.
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Já os bens de capital, categoria que inclui máquinas e equipamentos utilizados na produção, ficaram 1,26% mais caros em abril, após recuo de 0,05% em março.
Os bens de consumo tiveram alta de 0,78%, desacelerando em relação ao avanço de 0,98% registrado no mês anterior. Dentro desse grupo, os bens duráveis subiram 0,25%, enquanto os bens semiduráveis e não duráveis avançaram 0,89%.











