O bitcoin (BTC) caminha para encerrar maio em movimento de consolidação após falhar na tentativa de sustentar preços acima de US$ 82 mil, segundo análise de Maximiliaan Michelsen, da equipe de pesquisa da 21Shares.
Em relatório, Michelsen relembra como a criptomoeda iniciou o mês em recuperação, avançando até a região de US$ 82,5 mil, maior nível desde janeiro. No entanto, perdeu força nas semanas seguintes e opera agora na faixa de US$ 73 mil (queda mensal de 10%).
A análise aponta que o principal fator técnico foi a dificuldade de o Bitcoin permanecer acima da média móvel de 200 dias, indicador usado pelo mercado para identificar tendências de longo prazo. Atualmente, essa média está próxima de US$ 82 mil.
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ETFs de Bitcoin registram saída de capital
Segundo a 21Shares, o fluxo para ETFs à vista de Bitcoin — fundos negociados em bolsa que compram diretamente Bitcoin para lastrear suas cotas — nos Estados Unidos perdeu força ao longo de maio.
Na primeira semana completa do mês, os ETFs absorveram mais de US$ 1,4 bilhão. Porém, na segunda metade de maio, os fundos passaram a registrar saídas líquidas superiores a US$ 2 bilhões.
O relatório também menciona que o prêmio negativo persistente da plataforma Coinbase indicou menor pressão compradora por parte dos investidores americanos durante a alta recente.
Mercado ainda não vê fim do ciclo
Apesar da correção, a 21Shares avalia que o movimento atual ainda não caracteriza o encerramento do ciclo de alta do Bitcoin. Segundo o relatório, a criptomoeda segue acima do preço médio de aquisição dos detentores de longo prazo, indicador utilizado para avaliar momentos de capitulação do mercado.
A gestora afirma que investidores de longo prazo continuam acumulando posições, comportamento historicamente associado à continuidade dos ciclos de valorização. “A correção atual ocorre dentro de um ciclo ainda intacto”, afirma Michelsen.
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Cenários prováveis para o bitcoin
O relatório destaca que o cenário macroeconômico continua sendo um dos principais vetores para o mercado de criptomoedas.
A manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir o preço do petróleo ao longo de maio, mas o mercado segue monitorando riscos ligados ao Estreito de Ormuz e ao impacto sobre inflação e juros globais.
A análise também cita a troca no comando do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que passou a ser comandado por Kevin Warsh no último dia 22, e pode trazer possíveis impactos sobre a política monetária norte-americana.
Segundo a 21Shares, o cenário mais provável no curto prazo prevê estabilização do petróleo e recuperação do Bitcoin acima de US$ 78 mil, o que poderia abrir espaço para uma nova tentativa de avanço até a faixa entre US$ 82 mil e US$ 85 mil.
Já o cenário negativo envolveria nova escalada geopolítica no Oriente Médio, alta do petróleo acima de US$ 120 e aumento do risco de recessão global, o que poderia pressionar o Bitcoin para a faixa entre US$ 65 mil e US$ 70 mil.
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HYPE sobe mais de 100% no ano
Entre os destaques positivos do setor, a 21Shares apontou o desempenho do token HYPE, ligado à plataforma Hyperliquid.
Segundo o relatório, o ativo acumula alta superior a 100% em 2026, impulsionado pelo lançamento do ETF da Hyperliquid nos Estados Unidos e pelo crescimento das negociações de ativos tradicionais dentro da plataforma.
A análise destaca que cinco dos dez ativos mais negociados atualmente na Hyperliquid já pertencem ao mercado financeiro tradicional.









