A Bolsa do Peru apresentou o melhor desempenho entre os principais mercados acionários da América Latina em 2026 na relação entre retorno e risco. O índice MSCI Nuam Peru General acumulou valorização de 25,78% no período, considerando os preços ajustados por proventos e em moeda local.
O indicador registrou risco anualizado de 31,14% e volatilidade de 31,15%, segundo levantamento da Economatica com dados de 31 de dezembro de 2025 a 26 de maio de 2026, ao qual o Monitor do Mercado teve acesso com exclusividade.
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A análise comparou as principais Bolsas da região com base em dois critérios: retorno acumulado e risco anualizado.
A volatilidade foi utilizada como parâmetro de risco e mede o nível de oscilação dos ativos no mercado. Em geral, quanto maior a volatilidade, maior tende a ser a instabilidade dos preços.
Ibovespa avança e supera mercado argentino em 2026
O Ibovespa também ficou entre os destaques positivos do levantamento. O principal índice da Bolsa brasileira avançou 9,6% entre 31 de dezembro de 2025 e 26 de maio de 2026.
No mesmo período, o índice apresentou risco anualizado de 20,22% e volatilidade anualizada de 20,2%, números inferiores aos observados em mercados como Peru, Argentina e Colômbia.
O desempenho da Bolsa brasileira ficou acima do registrado pelo índice argentino S&P Merval, que foi o único a apresentar resultado negativo no período analisado.
Bolsa argentina registra queda e alta volatilidade
O S&P Merval acumulou recuo de 4,17% em 2026 até 26 de maio. Apesar da queda, o mercado acionário argentino apresentou elevada volatilidade, de 32,28%, além de risco anualizado de 32,31%.
Os números indicam um cenário de maior oscilação para os investidores expostos ao mercado argentino no período.
México e Chile têm menor nível de risco
O levantamento também apontou desempenho positivo para o mercado mexicano. O índice “Indice Prec Y Cotiz” avançou 7,6% em 2026, com risco anualizado de 19,96% e volatilidade anualizada de 19,92%, entre os menores níveis da amostra analisada.
No Chile, o índice IPSA registrou alta de 2,54%. O mercado chileno apresentou risco anualizado de 21,06% e volatilidade de 21,03%.
Já o MSCI Colcap, da Colômbia, acumulou valorização de 3,13%, mas registrou os maiores níveis de risco e volatilidade do levantamento, em 37,51% e 38,05%, respectivamente.
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O que os dados indicam para investidores
Os números da Economatica mostram que parte das Bolsas latino-americanas entregou ganhos relevantes em 2026, mas com diferentes níveis de risco ao investidor.
Enquanto Peru e Colômbia registraram retornos positivos acompanhados de maior volatilidade, mercados como México e Brasil apresentaram desempenho com níveis menores de oscilação.
O levantamento considera os dados entre 31 de dezembro de 2025 e 26 de maio de 2026, em moeda local e com ajuste por proventos, como dividendos distribuídos pelas empresas.











