O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (29) em queda de 0,73%, aos 173.787,49 pontos, menor nível de fechamento desde 21 de janeiro. Em maio, o recuo foi de 7,22%, o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023 (-7,49%).
Também foi a sétima semana consecutiva de perdas do índice, que registrou baixa de 1,37%. Desde 15 de abril, a Bolsa avançou em apenas 9 das 31 sessões realizadas, refletindo a mudança de direção do fluxo global de investimentos. Apesar das perdas, o Ibovespa ainda sobe 7,86% em 2026.
Segundo analistas, parte da valorização observada entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano foi sustentada pela rotação global de ativos, movimento em que investidores reduzem exposição a determinados mercados ou setores e aumentam participação em outros.
Naquele período, houve migração de recursos para mercados emergentes, incluindo o Brasil, diante da saída parcial de capital do setor de tecnologia dos Estados Unidos. Agora, o fluxo voltou a favorecer bolsas americanas e mercados ligados ao setor de tecnologia, como o da Coreia do Sul.
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Capital estrangeiro e petróleo pressionam Bolsa
A queda na sessão foi atribuída à perda de força do chamado “trade de emergentes”, que aumentou a vulnerabilidade do mercado brasileiro à saída de capital estrangeiro. O destino do fluxo foi Nova York, onde os índices renovaram recordes de fechamento.
O petróleo também influenciou o desempenho do Ibovespa. Em meio à expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, os preços da commodity caíram quase 2% na sessão. No mês, o Brent caiu 17,4% em maio e o WTI recuou 16,8%.
Destaques do Ibovespa
A queda do petróleo pressionou ações da Petrobras, que recuaram 1,70% (ON) e 1,20% (PN). As ações da Vale recuaram 1,36%, enquanto os papéis do Banco do Brasil (ON) caíram 1,50%, pressionando o setor bancário. Santander (Units) fechou próximo da estabilidade, com alta de 0,10%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Totvs (+4,16%), Usiminas (+4,04%) e Eneva (+2,52%). Já entre as quedas, ficaram Minerva (-7,05%), Braskem (-6,02%) e Magazine Luiza (-5,83%).
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