O Índice de Confiança Empresarial (ICE) ficou estável em 90,9 pontos de abril para maio, interrompendo uma sequência de dois meses de recuos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
Na métrica de médias móveis trimestrais, utilizada para reduzir oscilações de curto prazo e identificar tendências, o indicador caiu 0,5 ponto.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) recuou 0,1 ponto, para 93,1 pontos — permanecendo em 93 pontos pelo sexto mês consecutivo.
Entre os componentes, a percepção sobre a situação atual dos negócios caiu 0,4 ponto, para 91,6 pontos. Por outro lado, o indicador que avalia a demanda no momento presente avançou 0,2 ponto, alcançando 94,7 pontos.
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Já o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) avançou 0,2 ponto, para 88,8 pontos, interrompendo uma sequência de dois meses de queda.
Dentro do IE-E, o indicador de otimismo com a demanda nos três meses seguintes subiu 0,3 ponto, para 88,5 pontos, e o indicador sobre a evolução dos negócios seis meses à frente avançou 0,1 ponto, para 89,2 pontos.
Apesar da melhora, Aloisio Campelo Jr., pesquisador do Ibre/FGV, afirma que a trajetória da confiança nos próximos meses continua incerta e deverá depender, “entre outros fatores, dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e de seus impactos sobre a economia brasileira”.
Indústria e serviços avançam; comércio recua
Dos quatro grandes setores pesquisados pela FGV, dois registraram aumento da confiança em maio: indústria apresentou alta de 1,1 ponto, enquanto o setor de serviços avançou 0,9 ponto. A construção ficou estável e o comércio registrou queda de 2 pontos.
Dos 49 segmentos analisados pela pesquisa, 55% reportaram aumento da confiança em relação ao mês anterior.











