O dólar fechou esta segunda-feira (1) em queda de 0,40% frente ao real, a R$ 5,02. O movimento foi beneficiado pela valorização do petróleo, mesmo em um ambiente de fortalecimento global da moeda americana provocado pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
Durante a sessão, investidores acompanhou o aumento das preocupações geopolíticas após o Irã anunciar a suspensão das negociações com os Estados Unidos em resposta aos ataques realizados por Israel contra bases do grupo Hezbollah no Líbano.
Além disso, autoridades iranianas emitiram alertas para que moradores do norte de Israel e de áreas próximas a instalações militares deixassem a região, ampliando a percepção de risco entre investidores.
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A tensão geopolítica impulsionou os preços do petróleo ao longo da manhã, diante do receio de interrupções na oferta global da commodity. O contrato do petróleo Brent para agosto chegou a superar US$ 97 por barril durante o dia e encerrou a sessão em US$ 94,98, com alta de 4,24%.
As cotações perderam parte da força após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ter mantido conversas com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e com representantes do Hezbollah. Segundo Trump, não haveria novos ataques entre as partes.
Em maio, o dólar acumulou alta de 1,82%, mas ainda registra perdas de 8,50% em 2026.
Brasil se beneficia por exportar petróleo
Em fala ao Broadcast, a economista-chefe do Ouribank, Cristiane Quartaroli, destacou que o real apresentou desempenho distinto de outras moedas emergentes justamente porque o Brasil exporta mais petróleo do que importa.
Além disso, a deterioração das expectativas de inflação observada no Boletim Focus reforça a percepção de que a taxa Selic deverá permanecer elevada por mais tempo, aumentando a atratividade dos investimentos em renda fixa brasileira para investidores estrangeiros.
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Dólar sobe no exterior
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta moderada e rondava os 99,2 pontos no fim da tarde. Em 2026, o indicador avança cerca de 1%.
Os rendimentos dos Treasuries também subiram, refletindo preocupações com possíveis pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo e sinais de resiliência da economia americana.











