O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (2) em alta de 1,16%, aos 174.197,10 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões consecutivas de perdas que havia levado o índice aos menores níveis desde janeiro.
A valorização acompanhou o movimento favorável visto no exterior. Em Nova York, as bolsas renovaram recordes, reforçando o apetite dos investidores por ativos de risco. Esse cenário, combinado à queda do dólar e recuo da curva de juros futuros, contribuiu para a valorização no Brasil.
Destaques do Ibovespa
A alta do Ibovespa foi atribuída ao avanço da Vale, cujos papéis avançaram 4,04%, e do setor financeiro, que também registrou ganhos. O destaque ficou com as ações do Bradesco, que terminaram o dia em alta de 1,54%.
Apenas a Petrobras destoou do movimento positivo, caindo 0,62% (ON) e 0,53% (PN), mesmo com a leve alta dos preços internacionais do petróleo.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN (+8,85%), Usiminas (+8,57%) e Gerdau (+6,53%). Já entre as quedas, ficaram Marcopolo (-2,78%), Magazine Luiza (-2,41%) e WEG (-2,33%).
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Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos
O desempenho positivo da Bolsa ocorreu apesar da escalada das tensões entre Brasil e Estados Unidos após o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) recomendar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir do próximo mês.
Diante da medida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, liderem as negociações com o governo norte-americano.
Segundo fontes do governo, a orientação é que as tratativas ocorram em nível técnico para evitar contaminação política do processo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo recebeu com “indignação” a recomendação do USTR e criticou a inclusão do Pix entre os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para justificar a medida.
Também nesta terça, Lula declarou esperar uma conversa com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir a proposta tarifária. O presidente brasileiro afirmou que a decisão foi anunciada de forma “intempestiva” e baseada em informações incorretas.











