A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,823 bilhões em maio, resultado acima da expectativa do mercado (US$ 7,5 bilhões), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O saldo positivo foi resultado de exportações de US$ 31,904 bilhões e importações de US$ 24,081 bilhões. Os números foram sustentados pelas vendas do setor agropecuário e pelo novo crescimento de envios para a China.
Na comparação com maio de 2025, as exportações cresceram 6,6%, enquanto as importações avançaram 5,3%.
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Commodities sustentam balança comercial
O desempenho das exportações foi puxado principalmente pela agropecuária e pela indústria de transformação. As vendas externas do setor agropecuário cresceram 9,8%, para US$ 8,147 bilhões. Já a indústria de transformação avançou 9%, alcançando US$ 16,630 bilhões.
Por outro lado, as exportações da indústria extrativa, segmento que reúne produtos como minério de ferro e petróleo bruto, recuaram 1,9%, para US$ 6,960 bilhões.
Segundo Leonardo Costa, economista da ASA, o resultado continua sendo sustentado pela valorização das commodities no mercado internacional.
“O efeito-preço nas exportações mais do que compensou a queda de volume, o que explica um saldo melhor que o de 2025 mesmo com uma demanda externa menos aquecida”, afirmou.
De acordo com o economista, produtos como petróleo, carne bovina e minério de cobre foram os principais responsáveis pelo avanço das exportações e pelo fortalecimento do saldo acumulado do ano.
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China amplia liderança entre parceiros comerciais
A China manteve a posição de principal destino dos produtos brasileiros. As exportações para o país asiático cresceram 9,5% em maio, somando US$ 10,497 bilhões. As importações de produtos chineses também avançaram, com alta de 24,2%, alcançando US$ 6,799 bilhões.
Com isso, o Brasil registrou superávit de US$ 3,7 bilhões na relação comercial com a China apenas em maio.
No acumulado de janeiro a maio, as exportações para os chineses cresceram 21,8%, totalizando US$ 43,263 bilhões. O saldo comercial positivo com o país chegou a US$ 15,5 bilhões no período.
Para Leonardo Costa, os dados mostram uma mudança gradual no destino das exportações brasileiras. “O redirecionamento de fluxos, com mais exportações para a Ásia e menos para Estados Unidos e Argentina, aparece com clareza nos dados acumulados e deve permanecer como tendência ao longo do ano”, avaliou.
Exportações para os EUA recuam, enquanto Europa amplia compras
As vendas brasileiras para os Estados Unidos caíram 14% em maio, para US$ 3,090 bilhões. As importações de produtos norte-americanos também diminuíram, com queda de 11%, para US$ 3,211 bilhões. O resultado foi um déficit de US$ 121 milhões na balança comercial com os EUA no mês.
No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as exportações para o mercado norte-americano recuaram 16%, enquanto as importações caíram 12,6%. O déficit no período atingiu US$ 1,47 bilhão.
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As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 8,8% em maio, somando US$ 4,908 bilhões. Como as importações do bloco caíram 6,9%, o Brasil registrou superávit de US$ 898 milhões. No acumulado do ano, o saldo positivo com os europeus alcançou US$ 2,26 bilhões.
Já na América do Sul, a Argentina apresentou movimento oposto. As exportações brasileiras para o país vizinho recuaram 21,7% em maio, para US$ 1,326 bilhão. As importações cresceram 2,8%, totalizando US$ 1,194 bilhão.
Apesar da queda nas vendas, o Brasil manteve superávit de US$ 132 milhões com os argentinos no mês. No acumulado de janeiro a maio, o saldo positivo chegou a US$ 912 milhões.











