O dólar fechou esta quarta-feira (3) em alta de 1,14%, a R$ 5,06. O movimento acompanhou a valorização da moeda americana no exterior e foi impulsionado pelo aumento da aversão ao risco, após a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã.
A nova alta do petróleo foi o principal gatilho para a busca por ativos considerados mais seguros. O contrato do petróleo Brent para agosto avançou 1,89%, encerrando o dia a US$ 97,81 por barril. Apesar de a alta do petróleo normalmente favorecer moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil, esse efeito foi ofuscado pela cautela no mercado global.
Além do cenário externo, o real foi pressionado por fatores locais. Segundo participantes do mercado, houve intensificação da saída de recursos da Bolsa brasileira e aumento da procura por proteção cambial antes do feriado de Corpus Christi, quando os mercados domésticos permanecerão fechados.
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Dados dos EUA reforçam expectativa sobre juros
Outro fator que sustentou o avanço do dólar foi a divulgação de indicadores do mercado de trabalho americano acima das expectativas. Após os resultados dos relatórios Jolts e ADP, investidores passaram a acompanhar com maior atenção o payroll, que será divulgado na sexta-feira (5).
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, permaneceu em alta durante todo o dia e operava próximo de 99,5 pontos no fim da tarde. O indicador acumula avanço superior a 1,2% em 2026.
Tarifas dos EUA também entram no radar
O mercado também acompanhou novos desdobramentos na relação comercial entre Brasil e EUA. Após o Escritório do Representante Comercial (USTR) recomendar uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros a partir do próximo dia 15, uma nova proposta de tarifa de 12,5% foi apresentada no âmbito de uma investigação relacionada a trabalho escravo.
A medida não afeta apenas o Brasil e também alcança a União Europeia e outros 58 países.











