As taxas longas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) operam em queda após aprovação da PEC dos Precatórios, nesta quinta-feira (2), e com um payroll norte-americano abaixo das expectativas.
Para Rafaela Vitória, economista-chefe do Banco Inter, o payroll nos EUA ficou abaixo do esperado com a criação de 210 mil (expectativa era +550 mil).
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“No entanto, taxa de desemprego caiu mais que o esperado, para 4,2% e salário médio mantém alta de 4,8% a.a.”, diz. “Fed deve seguir com o tapering e aceleração ainda pode ficar no radar”, completa.
A Bolsa perde força, mas mantém a tendência de alta apresentada ontem, após a aprovação da PEC dos precatórios no plenário do Senado e divulgação de dados fracos do do mercado de trabalho americano (Payroll), que favorecem a manutenção do capital estrangeiro no Brasil.
O mercado também digere os resultados da produção industrial de outubro, divulgados nesta manhã, que vieram abaixo do esperado pelo mercado e mostraram queda de 0,6% frente setembro, no quinto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 3,7%. Na comparação com outubro de 2020, na série sem ajuste sazonal, a queda foi de 7,8%.
Segundo Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, os mercados reagem positivamente à a divulgação do dado sobre a criação de vagas no Estados Unidos, “que veio um pouco mais baixa, e isso tira um pouco da pressão de política monetária americana. Com isso, a bolsa brasileira avança mais um dia, na casa dos 106 mil pontos, mas precisa ou manter esse nível ou até ultrapassar para ganhar um pouco mais de tração e buscar patamares mais altos”, comentou.
Após a divulgação do payroll (folha de pagamento) de novembro, nos Estados Unidos, o dólar acentuou o movimento de queda. Para o economista-chefe do Banco Alfa, Luis Otavio Leal, “do conjunto de dados, o mais relevante foi o de salários, que com alta da inflação nos Estados Unidos diminui o poder de compra”.
Veja como estava o mercado por volta das 13h30 (de Brasília):
IBOVESPA: 105.441 pontos (+0,93%)
DÓLAR À VISTA: R$ 5,663 (+0,07%)
DÓLAR FUTURO (JAN): R$ 5,694 (+0,29%)
DI JAN 2022: 8,888% (+0,47%)
DI JAN 2023: 11,345% (-1,64%)
Pedro de Carvalho / Agência CMA
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