Após operar em queda durante a manhã, o dólar reverteu sinal e fechou esta segunda-feira (15) em alta de 0,10% frente ao real, a R$ 5,06. O mercado reagiu ao anúncio de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, alcançado no fim de semana, que prevê a reabertura total do Estreito de Ormuz.
Com a perspectiva de normalização do fluxo de petróleo, as cotações da commodity recuaram de forma expressiva. O contrato do petróleo Brent para agosto fechou em queda de 4,76%, a US$ 83,17 por barril. Apesar do recuo, a alta no ano ainda é superior a 30%.
Mesmo em um ambiente mais favorável aos ativos de risco, o real perdeu força na segunda etapa dos negócios. Segundo analistas, investidores reduziram posições favoráveis à moeda brasileira após a queda do petróleo enfraquecer a tese de melhora dos termos de troca do Brasil.
Volatilidade do real segue acima de pares emergentes
Em relatório, o BTG Pactual destacou que o real e o peso colombiano apresentam os melhores desempenhos entre as moedas emergentes em 2026. O movimento reflete o fato de Brasil e Colômbia serem exportadores líquidos de energia.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
De acordo com o banco, a volatilidade atual continua abaixo da média histórica da moeda brasileira, cenário que favorece estratégias de carry trade, embora mantenha o risco de movimentos mais intensos em períodos de aversão global ao risco.
Mercado acompanha decisão do Fed
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo de 99,7 pontos no fim da tarde, recuperando parte das perdas registradas pela manhã.
Agora, as atenções dos investidores estão voltadas para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), prevista para a superquarta (17). A expectativa majoritária é de manutenção da taxa básica de juros no intervalo entre 3,5% e 3,75%.
O mercado também monitora os sinais sobre os próximos passos da política monetária na primeira reunião comandada por Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para liderar o banco central americano.











