A inadimplência de aluguel em São Paulo caiu pelo segundo mês consecutivo e atingiu o menor patamar em 13 meses, segundo dados divulgados pela Superlógica nesta quarta-feira (17). Em abril, a taxa ficou em 2,74%, abaixo dos 2,89% registrados em março e também inferior à média nacional, de 3,18%.
Na comparação com abril de 2025, quando o índice era de 2,82%, houve redução de 0,08 ponto percentual no Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), que acompanha o atraso no pagamento de aluguéis em todo o país.
De acordo com Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o mercado paulista tem apresentado oscilações ao longo do último ano, mas, na maior parte do período, manteve índices inferiores à média brasileira.
Segundo ele, a maior diversificação do mercado de locação e o uso mais amplo de mecanismos de garantia contribuem para reduzir a inadimplência. Ainda assim, Gonçalves afirma que a trajetória da inflação e dos juros deve seguir no radar, por poder influenciar a capacidade de pagamento dos inquilinos nos próximos meses.
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Nordeste lidera inadimplência no país
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste apresentou a maior taxa de inadimplência em abril, com 4,98%, alta em relação aos 4,77% registrados em março. Na sequência aparecem:
- Norte: 4,37%;
- Centro-Oeste: 2,97%;
- Sudeste: 2,94%;
- Sul: 2,65%.
Apartamentos registram menor índice de atraso
No Sudeste, todos os segmentos imobiliários apresentaram queda na inadimplência em abril. Os imóveis comerciais lideraram o índice, com taxa de 3,92%, seguidos pelas casas, com 3,20%. Os apartamentos registraram o menor percentual de atrasos, de 2%.
No levantamento nacional por faixa de aluguel, os imóveis residenciais de até R$ 1.000 permaneceram com os maiores índices de inadimplência, apesar da melhora em relação a março. A taxa caiu de 5,98% para 5,56%.
Já entre os imóveis comerciais nessa mesma faixa de valor, o índice passou de 7,41% para 7,00%.
Contratos de aluguel de maior valor seguem no radar
Apesar da redução da inadimplência, os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil continuam entre os segmentos com maiores índices de atraso. A taxa recuou para 4,52% em abril, após marcar 5,83% em março e 6,01% em fevereiro.
Segundo Gonçalves, a inadimplência não está concentrada apenas nas locações de menor valor. Embora famílias de renda mais baixa sejam mais sensíveis ao aumento do custo de vida, atrasos em contratos de alto valor também exigem atenção devido ao maior impacto financeiro para imobiliárias e proprietários.
Na análise nacional por tipo de imóvel, os três segmentos registraram melhora em abril. A inadimplência dos apartamentos caiu para 2,11%, a das casas recuou para 3,31% e a dos imóveis comerciais passou para 4,21%.











