O mercado de ações iniciou a semana de olho em dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. Internamente, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e o IPCA-15, prévia da inflação oficial, chamam a atenção.
Lá fora, investidores aguardam a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), indicador de inflação favorito do Federal Reserve (Fed).
Em meio a este cenário, Ambev (ABEV3) e CPFL Energia (CPFE3) foram as ações selecionadas para investidores que buscam ganhos a curto e médio prazo.
A análise é de Alan dos Santos, especialista da PhiCube, com base nos gráficos de preço dos papéis. Em vídeo no canal do Monitor do Mercado, ele aponta as “Oportunidades da Semana”. Os ativos analisados foram:
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Confira as análises dos índices e ações:
Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, perdeu os 175 mil pontos e agora caminha para os 165 mil pontos. A leitura, segundo o especialista, só mudaria se o índice voltasse a negociar acima de 175 mil pontos, o que aumentaria as chances de reversão da tendência de baixa iniciada após as máximas registradas em abril.
No fechamento desta segunda-feira (22), o índice subiu 1,21%, aos 170.370,38 pontos.
Dólar
O dólar frente ao real continua apresentando viés de alta. Caso a moeda norte-americana caia até R$ 5,02 e encontre sustentação, poderá retomar o movimento de valorização. Por outro lado, se superar a máxima recente próxima de R$ 5,19, deve subir até R$ 5,25 e R$ 5,30.
O dólar operou em queda de 0,45% frente ao real, cotado a R$ 5,14.
Ações: Ambev e CPFL Energia
Entre os ativos analisados, a equipe da PhiCube identificou como potenciais oportunidades de compra e venda: Ambev (ABEV3) e CPFL Energia (CPFE3).
Ambev (ABEV3) aparece como um papel que inspira cautela — bom para operações de venda. O ativo vem encontrando dificuldade para superar a região de topos registrados em fevereiro, que tem sido testada repetidamente desde maio sem sucesso.
Segundo a análise, uma perda consistente do suporte dos R$ 16 poderia abrir espaço para uma correção em direção à faixa de R$ 14,40. Por outro lado, caso consiga romper as máximas recentes, o cenário de baixa perderia força e a ação poderia retomar sua trajetória de alta.
Já a CPFL Energia (CPFE3) aparece como uma das oportunidades observadas para compra. A ação voltou a testar uma região de suporte formada pelos fundos registrados em março e mostrou reação positiva.
No curto prazo, o nível de R$ 44,50 é considerado decisivo. Uma superação dessa faixa poderia acelerar o movimento em direção às resistências localizadas entre R$ 46,80 e R$ 50. Uma perda entre R$ 42 e R$ 42,20, no entanto, aumentaria o risco de novas quedas, que poderiam chegar a R$ 38.
As ações ABEV3 subiram 0,75%, a R$ 16,17, enquanto os papéis CPFE3 tiveram alta de 1,12%, a R$ 44,37.
S&P 500
Nos Estados Unidos, o S&P 500 chegou a perder um fundo anterior registrado em junho, mas recuperou parte das perdas na sequência. Ainda assim, não conseguiu renovar as máximas, movimento que é visto como um sinal de atenção pelos analistas.
O índice recuou 0,37%, aos 7.472,93 pontos, nesta segunda.











