A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisa internamente a conduta de Luis Miguel Sono, superintendente de Registro de Valores Mobiliários da autarquia, após questionamentos sobre a sua participação em uma reunião com advogados que representam fundos envolvidos em disputa na Oncoclínicas (ONCO3).
A análise foi iniciada após o site O Bastidor informar que Sono esteve presente no encontro no dia 11 de maio, mesmo dia em que a área dele se posicionou contra recurso dos minoritários que exigem que seja feita uma oferta pública de aquisição de ações (OPA).
Segundo apuração do Monitor do Mercado, o caso está sendo investigado pelas áreas de ouvidoria, auditoria e corregedoria da CVM. No entanto, até o momento, não foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) — instrumento formal para aplicar punições a servidores públicos.
Além disso, a CVM afirmou que qualquer indício ou denúncia de servidor será processado segundo os procedimentos aplicados pelas normas da autarquia.
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Entenda o conflito na Oncoclínicas e a presença de Luis Miguel Sono
A disputa envolve a saída do banco Goldman Sachs do capital da Oncoclínicas. Os recursos foram transferidos para os fundos Centaurus e Josephina III.
Acionistas minoritários afirmam que essa movimentação fez a gestora ultrapassar 15% do capital da companhia, o que obrigaria a realização de uma OPA, que garantiria que os demais acionistas tivessem o direito de vender suas ações pelo mesmo preço pago pelo novo grupo.
O nome de Luis Miguel Sono constava no sistema de agendas públicas do governo como participante de uma audiência reservada com advogados dos fundos no dia 11 de maio. A participação do superintendente, no entanto, foi alterada nesta quarta-feira (24).

Questionamentos sobre patrimônio pessoal
Além do processo administrativo, segundo O Bastidor, o superintendente enfrenta questionamentos sobre seu patrimônio pessoal, após serem registradas a existência de um apartamento no Leblon e uma casa em Armação dos Búzios em nome de Sono.
Os imóveis possuem débitos de IPTU e taxas de coleta de lixo acumulados desde 2021, que somam aproximadamente R$ 8 mil.
A CVM, no entanto, informou que seus servidores seguem as normas federais de declaração de bens e possuem mecanismos internos de controle sobre negociações no mercado financeiro.











