O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (30) em queda de 0,68%, aos 172.024,12 pontos. Com giro financeiro de R$ 21,9 bilhões, o índice oscilou entre 170.538,48 e 173.204,72 pontos, na máxima.
Em junho, a Bolsa acumulou queda de 0,73%, registrando o quarto mês consecutivo de perdas. No primeiro semestre, no entanto, ainda apresenta valorização de 6,76%. Já no segundo trimestre, o recuo foi de 8,31%.
Apesar de reduzir as perdas durante a sessão, impulsionado pelo alívio nos juros futuros após a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o índice foi pressionado pela ausência de fluxo de capital estrangeiro e pelas preocupações com o cenário fiscal.
O mercado interpretou a criação líquida de 72.960 vagas formais em maio, abaixo da expectativa de 120 mil empregos, como um sinal de desaceleração do mercado de trabalho. Esse movimento favoreceu a queda dos juros futuros.
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No entanto, o cenário fiscal pesou sobre o mercado. O Banco Central (BC) informou que o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 56,131 bilhões em maio. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, que esperava déficit de R$ 53,9 bilhões.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras acompanharam a desvalorização do petróleo no mercado internacional e caíram 1,25% (ON) e 0,89% (PN). Já a Vale caiu 0,32%, apesar da alta de 0,61% no preço do minério de ferro. No setor bancário, o Banco do Brasil liderou as perdas do setor, com queda de 1,73%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Natura (+5,18%), Embraer (+2,08%) e Engie Brasil (+1,90%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-3,78%), Assaí (-2,89%) e Azzas (-2,72%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Falta de capital estrangeiro limita recuperação
Apesar da melhora no cenário de juros, analistas apontam que a principal limitação para uma recuperação mais consistente do Ibovespa continua sendo a ausência de investidores estrangeiros. Em fala ao Broadcast, Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, disse que ainda há dificuldade para construir uma narrativa positiva para os ativos brasileiros.
Até o dia 26 de junho, investidores estrangeiros retiraram R$ 8,754 bilhões da B3 no mês. Ainda assim, o saldo acumulado de 2026 permanece positivo, com entrada líquida de R$ 32,879 bilhões.











