O dólar fechou esta terça-feira (30) em queda de 0,22% frente ao real, a R$ 5,16. A sessão foi marcada por baixa volatilidade, mesmo com a virada do mês e do semestre, período tradicionalmente influenciado pela rolagem de contratos futuros e pela disputa em torno da formação da taxa Ptax.
Durante o dia, chegou a superar os R$ 5,20, atingindo máxima de R$ 5,2017, antes de inverter o sinal e registrar mínima de R$ 5,1625.
Investidores seguem monitorando fatores domésticos e externos para definir a direção do câmbio. No Brasil, permanecem no radar as discussões sobre o cenário fiscal e o avanço do calendário eleitoral. Já no exterior, as atenções estão voltadas para o payroll dos Estados Unidos, que ajuda a calibrar as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).
Hoje, o relatório Jolts — outro indicador do mercado de trabalho — apontou abertura de 7,594 milhões de vagas em maio, acima da expectativa do mercado, de 6,975 milhões.
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Apesar da queda, o dólar encerrou junho com valorização de 2,38% frente ao real, após alta de 1,82% em maio. No acumulado de 2026, entretanto, a moeda ainda registra queda de 5,94% em relação ao real.
Queda do petróleo também entrou no radar
Os preços internacionais do petróleo recuaram nesta terça-feira e encerraram junho acumulando perdas próximas de 20%, refletindo o avanço das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã e a normalização da navegação pelo Estreito de Ormuz.
Foi o maior recuo trimestral da commodity desde 2020. Ainda assim, o petróleo acumula valorização superior a 20% em 2026.
Citi projeta dólar a R$ 5,30
Em relatório, o Citi avalia que a recente alta do petróleo fortaleceu temporariamente o real ao impulsionar as exportações brasileiras. O banco estima um superávit comercial de US$ 78 bilhões em 2026, equivalente a 3% do PIB, acima dos 2,6% registrados em 2025.
Além disso, projeta desaceleração da economia brasileira, reduzindo os déficits nas contas de serviços e renda e levando o déficit em transações correntes para 2,2% do PIB, ante 2,9% no ano anterior.
Apesar disso, o Citi acredita que o câmbio deve voltar a perder força nos próximos meses. Segundo o departamento, a expectativa de preços mais baixos do petróleo e o aumento das incertezas fiscais sustentam a projeção de dólar em R$ 5,30 no fim de 2026.











