O dólar fechou esta quarta-feira (1) em alta de 0,92%, a R$ 5,21, maior valor de fechamento desde 30 de março. Apesar do avanço no dia, a moeda americana ainda acumula queda de 5,08% em 2026 frente ao real.
A valorização foi impulsionada pelo anúncio de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), organização classificada como terrorista desde o início de junho.
O anúncio pressionou o real, que registrou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes e desenvolvidas negociadas internacionalmente.
Analistas também atribuíram parte da desvalorização do real à divulgação da pesquisa Atlas/Bloomberg, publicada antes da abertura dos mercados. O levantamento mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Segundo participantes do mercado, o resultado reduziu expectativas de mudanças na condução da política fiscal a partir de 2027.
Dólar ganha força no exterior
No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,20% no fim da tarde, na faixa dos 101,4 pontos.
O avanço foi favorecido principalmente pelo enfraquecimento do euro após a divulgação de dados de inflação da zona do euro abaixo das expectativas do mercado.
Dados de emprego dos EUA aumentam expectativa pelo payroll
Outro fator acompanhado pelos investidores foi o relatório ADP, que mostrou a criação de 98 mil vagas de trabalho no setor privado dos Estados Unidos em junho, acima da expectativa de 93 mil.
Na véspera, o relatório Jolts também havia apontado um mercado de trabalho mais aquecido do que o esperado.
Os dados elevaram a expectativa para a divulgação do payroll (relatório oficial de emprego), previsto para esta quinta-feira (2). Caso o indicador apresente números acima do esperado, investidores podem reduzir as apostas de cortes de juros ou aumentar as expectativas de novas altas das taxas.
Warsh evita sinalizar próximos passos do Fed
Durante fórum de política monetária realizado em Sintra, Portugal, o presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, afirmou que não pretende fornecer forward guidance — prática pela qual bancos centrais sinalizam antecipadamente os próximos passos da política monetária.
Segundo Warsh, as expectativas e os riscos de inflação diminuíram nas últimas semanas. Ele também destacou que o avanço da inteligência artificial pode ampliar a capacidade produtiva da economia, o que poderá influenciar as decisões futuras sobre juros.











