As bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira (8), mesmo após a recuperação das ações de tecnologia em Wall Street na véspera. O movimento foi liderado pelo tombo da Samsung Electronics, que caiu quase 7% apesar de divulgar uma forte alta no lucro operacional do segundo trimestre.
A reação do mercado reforçou o debate sobre os investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), chips e data centers, e se eles serão suficientes para gerar crescimento de receitas e lucros que sustentem as atuais avaliações das empresas do setor.
O índice Kospi, da Coreia do Sul, caiu 4,91%, encerrando o pregão aos 7.656,31 pontos. Durante a sessão, chegou a registrar perdas próximas de 8%.
Apesar de estimar que seu lucro operacional aumentou 19 vezes no segundo trimestre, a Samsung viu as suas ações recuarem 6,92%. A fabricante de semicondutores SK Hynix também caiu 6,06%.
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Mercado questiona retorno dos investimentos em IA
Para Stephen Innes, da SPI Asset Management, a reação negativa à Samsung pode representar um teste para a tese de investimento em inteligência artificial.
Segundo ele, o mercado não reagiu a uma queda na demanda ou à redução dos investimentos em infraestrutura tecnológica, mas ao fato de uma empresa apresentar resultados fortes sem conseguir impulsionar suas ações.
O movimento ocorre em meio às dúvidas sobre a capacidade de os investimentos em chips e data centers gerarem ganhos de produtividade e rentabilidade suficientes para justificar os elevados aportes feitos pelas grandes empresas de tecnologia.
Fabricantes de chips pressionam bolsas da Ásia
No Japão, o índice Nikkei caiu 2,12%, para 68.256,96 pontos. Entre as empresas do setor de semicondutores, a Kioxia Holdings recuou 11,26%, enquanto a Tokyo Electron perdeu 3,94%.
Em Taiwan, o Taiex caiu 2,31%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 0,51%. Na China continental, o índice Xangai Composto perdeu 1,26%, enquanto o Shenzhen Composto caiu 1,92%.
No radar, o Banco Mundial projetou desaceleração do PIB chinês para 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, refletindo o ajuste prolongado do mercado imobiliário e a fraqueza do consumo das famílias.











