A tuneladora que vai atuar na expansão da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo parece menos uma máquina comum e mais uma fábrica subterrânea. Ela escava o solo, transporta o material retirado e instala o revestimento do túnel enquanto avança.
Como uma tuneladora abre caminho sob uma cidade movimentada?
Uma tuneladora, conhecida popularmente como tatuzão, usa uma roda de corte frontal para fragmentar o terreno. Atrás dessa frente de escavação, ficam sistemas de transporte, montagem, ventilação, energia e controle.
Esse tipo de equipamento é usado quando a obra precisa avançar no subsolo com menor interferência na superfície. Em uma cidade densa, isso reduz a necessidade de grandes valas abertas, embora a operação ainda exija poços, canteiros e logística pesada.

O que torna o novo tatuzão da Linha 2-Verde tão grande?
O Metrô de São Paulo informa que a nova tuneladora tem 133 metros de comprimento, 11,67 metros de diâmetro e 2.600 toneladas. Ela será responsável por escavar cerca de 7 km de túnel.
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O equipamento é do tipo Dual Mode, com operação em EPB, sigla para Earth Pressure Balance, e modo aberto. Essa configuração permite adaptar a escavação a diferentes condições de solo e rocha durante o avanço.
O vídeo abaixo ajuda a visualizar como o tatuzão funciona como uma linha de produção subterrânea em movimento.
Como a máquina remove solo e instala anéis de concreto?
Na frente, a roda de corte escava o terreno. O material retirado segue por sistemas internos, como esteiras ou transportadores, até ser levado para fora do túnel por estruturas de apoio conectadas ao canteiro.
Enquanto isso, a própria tuneladora posiciona segmentos pré-moldados de concreto, chamados aduelas, formando anéis. Esses anéis viram o revestimento estrutural do túnel e ajudam a estabilizar a escavação recém-aberta.
Quais sistemas fazem o tatuzão funcionar como fábrica subterrânea?
A operação depende de dezenas de sistemas trabalhando ao mesmo tempo. A máquina precisa escavar com precisão, manter estabilidade do solo, retirar resíduos e instalar peças pesadas em um ambiente estreito.
Os principais pontos para observar são:
- Roda de corte: fragmenta solo ou rocha na frente da escavação.
- Câmara de pressão: ajuda a controlar a frente em terrenos mais sensíveis.
- Transporte interno: remove o material escavado até pontos de saída.
- Montador de aduelas: posiciona segmentos de concreto para formar os anéis do túnel.
- Sistemas de controle: monitoram avanço, pressão, direção, energia, ventilação e segurança.
Por que usar uma tuneladora em vez de abrir grandes valas?
Em áreas urbanas densas, abrir valas por longos trechos pode gerar grande impacto no trânsito, em redes subterrâneas, no comércio e na rotina dos moradores. A tuneladora permite avançar abaixo da superfície, concentrando interferências em pontos de acesso.
Isso não elimina a complexidade da obra. É preciso montar canteiros, transportar aduelas, retirar solo, monitorar edificações e controlar riscos geotécnicos. Ainda assim, para linhas profundas, o tatuzão pode reduzir impactos diretos ao longo do traçado.

O que a nova tuneladora muda na expansão do metrô?
A nova tuneladora amplia a capacidade de escavação da Linha 2-Verde e reforça a etapa mais pesada da obra: criar túneis em grande diâmetro sob uma região urbana complexa.
Seu papel vai além do tamanho. Ao escavar cerca de 7 km, a máquina ajuda a transformar engenharia pesada em mobilidade futura, conectando bairros, reduzindo gargalos e preparando uma expansão que depende de precisão milimétrica no subsolo.











