O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (7) em queda de 0,25%, aos 172.020,68 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.
O volume financeiro negociado na sessão foi de R$ 20,7 bilhões. Na semana, o índice recua 1,18%, enquanto, no ano, registra alta de 6,76%.
Relatos de ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA de revogar a autorização para produção, distribuição e venda de petróleo e produtos petroquímicos de origem iraniana aumentaram a aversão ao risco.
Com isso, os contratos futuros do petróleo Brent e do WTI dispararam mais de 5%. O Brent voltou para US$ 75 por barril, enquanto o WTI superou US$ 70.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Além do cenário internacional, investidores acompanharam a audiência promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que discutiu práticas comerciais envolvendo o Brasil.
Durante a audiência, o senador Flávio Bolsonaro (PL) defendeu um prazo maior para negociações antes da entrada em vigor de tarifas de 25%, prevista para 15 de julho. Segundo ele, a implementação das tarifas ocorreria em um momento sensível por causa da proximidade das eleições brasileiras.
Destaques do Ibovespa
A alta do petróleo favoreceu as ações da Petrobras (ON +2,65% e PN +1,77%), que limitaram as perdas da Bolsa. Já a Vale recuou 2,04%, um dia após a renúncia do presidente do Conselho de Administração da companhia.
O setor bancário também pressionou o índice: Santander Brasil caiu 2,62%, enquanto o BTG Pactual recuou 1,50%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN Mineração (+5,08%), Prio (+4,97%) e Azzas (+3,61%). Já entre as quedas, ficaram MBRF (-4,14%), C&A (-4,13%) e Yduqs (-3,80%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











