O dólar fechou esta quarta-feira (8) em queda de 0,09%, a R$ 5,15. A moeda norte-americana acompanhou o movimento observado no exterior, enquanto os mercados reduziram parte da aversão ao risco, mesmo sem sinais concretos de redução das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Segundo analistas, o desempenho do real foi favorecido pela valorização do petróleo. Outras moedas de países emergentes, como divisas latino-americanas e o rand sul-africano, registraram perdas moderadas ao longo da sessão.
Petróleo sobe após declarações de Trump
As cotações do petróleo oscilaram conforme novas declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã.
Pela manhã, ele afirmou que o acordo de cessar-fogo entre as partes estaria encerrado. Mais tarde, disse não saber se deseja avançar em um entendimento com Teerã, mas acrescentou que não espera uma retomada do conflito militar. O mercado também segue atento aos recentes ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
Após ultrapassar os US$ 80, o barril Brent para setembro encerrou o dia cotado a US$ 78,02, alta de 5,20%. Foi o maior fechamento desde 22 de junho.
Ata do Fed reforça incerteza sobre juros
No cenário internacional, investidores também acompanharam a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). O documento confirmou que os dirigentes da instituição seguem preocupados com a inflação e mostrou divergências sobre os próximos passos da política monetária.
O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, afirma que o documento evidenciou divisões internas em um ambiente marcado por incertezas, agravadas pela recente alta do petróleo.
Segundo ele, a comunicação mais recente do Fed tem adotado um tom conservador, indicando cautela em relação à trajetória dos juros americanos.











