O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quarta-feira (8) em queda de 0,79%, aos 170.653,45 pontos. Durante a sessão, o índice chegou à mínima de 169,9 mil pontos durante o pregão, mas voltou a operar acima dos 170 mil pontos na reta final.
O mercado foi pressionado pelo aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que elevou a aversão ao risco. No entanto, o movimento perdeu força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que acredita em uma retomada da guerra com Teerã.
Como resposta, o contrato do Brent chegou a atingir US$ 80,59 durante o dia e encerrou cotado a US$ 78,02, alta de 5,20%. Apesar das preocupações, o Estreito de Ormuz permaneceu aberto, reduzindo parte do pessimismo.
Outro tema acompanhado pelo mercado foi a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed). Parte dos integrantes defende cautela diante dos riscos inflacionários, enquanto outros enxergam espaço para uma postura menos restritiva.
Após a divulgação, investidores reduziram levemente as apostas de uma nova alta dos juros na reunião de setembro. Ainda assim, esse cenário continua sendo o mais provável, segundo as projeções monitoradas pela ferramenta FedWatch, do CME Group.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON +2,79% e PN +3,15%) ajudaram a limitar as perdas, acompanhando a valorização do petróleo. O desempenho não foi suficiente para compensar a queda dos papéis da Vale, que caíram 4,59% após rebaixamento de recomendação pelo Morgan Stanley.
O setor bancário também recuou: Santander teve queda de 1,58%, enquanto Itaú recuou 1,27% e o BTG Pactual registrou desvalorização de 1,10%.
Entre as maiores altas do dia ficaram PetroReconcavo (+5,08%), Natura (+5,59%) e Ultrapar (+3,61%). Já entre as quedas, ficaram Cury (-7,85%), Direcional (-6,19%) e MRV (-5,84%).
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