A JBS (JBSS32) reformulou sua estratégia climática e deixou de perseguir a meta de alcançar emissões líquidas zero até 2040, compromisso anunciado em 2021. A mudança consta no relatório de sustentabilidade de 2025, divulgado nesta semana.
A partir da revisão, a companhia concentrará suas metas de redução de gases de efeito estufa apenas nas emissões geradas por suas operações industriais e pelo consumo de energia elétrica, conhecidas como escopos 1 e 2.
Com isso, a empresa deixou de estabelecer metas quantitativas para as emissões da cadeia de fornecedores, principalmente da pecuária, responsável pela maior parte da pegada de carbono da companhia.
Antes da revisão estratégica, a JBS teve o seu rating rebaixado pelo Santander nesta quarta-feira (8). O banco alterou a recomendação de compra para neutra, reduzindo também o preço-alvo dos papéis da companhia de US$ 17 para US$ 15,20 no fim de 2027.
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Entre as justificativas, o Santander citou a deterioração dos fundamentos da companhia e a expectativa de revisões negativas para os resultados do setor de proteínas nos Estados Unidos.
Novas metas ESG da JBS para 2030 e 2050
A nova estratégia prevê reduzir em 30% a intensidade das emissões dos escopos 1 e 2 até 2030 e em 70% até 2050, tomando como base os níveis registrados em 2019.
As emissões de escopo 1 são aquelas geradas diretamente pelas operações da empresa, como consumo de combustíveis, processos industriais e gases refrigerantes. Já o escopo 2 corresponde às emissões associadas à eletricidade comprada pela companhia.
Além disso, a JBS pretende elevar para 60% a participação de energia elétrica proveniente de fontes renováveis em suas operações globais até 2030.
Empresa cita limitações sobre fornecedores
Em artigo publicado no site da companhia, o diretor global de sustentabilidade da JBS, Jason Weller, afirmou que uma meta de emissões líquidas zero para toda a cadeia produtiva depende de fatores que não estão sob controle direto da empresa.
Segundo o executivo, o desafio envolve centenas de milhares de produtores independentes, milhões de hectares e diferentes países, além da necessidade de maior disponibilidade de dados, tecnologias de monitoramento e infraestrutura de mensuração das emissões.
Weller afirmou que a revisão busca concentrar os compromissos em indicadores que possam ser medidos, auditados e acompanhados diretamente pela empresa.











