A Amcham Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a U.S. Chamber of Commerce enviaram nesta quinta-feira (9) uma carta aos governos do Brasil e dos Estados Unidos defendendo um acordo de curto prazo para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros no âmbito da investigação da Seção 301.
Segundo as entidades, uma solução negociada reduziria impactos para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países e abriria espaço para ampliar a cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos.
A carta foi encaminhada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e ao Ministério das Relações Exteriores, no Brasil. Nos Estados Unidos, o documento foi enviado ao Escritório do Representante de Comércio (USTR) e ao Departamento de Estado.
Propostas para um acordo imediato sobre tarifas
Como primeira etapa das negociações, a carta propõe medidas para facilitar o comércio bilateral, entre elas:
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- ampliação do acesso a mercados para insumos industriais, bens de capital e produtos ligados à segurança energética e infraestrutura de inteligência artificial;
- cooperação regulatória nos setores automotivo, de saúde e equipamentos médicos;
- apoio à extensão da moratória da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre tarifas aplicadas às transmissões eletrônicas;
- redução do estoque de pedidos de patentes no Brasil e fortalecimento do combate à pirataria;
- cooperação em minerais críticos, incluindo pesquisa, investimentos e desenvolvimento de cadeias de fornecimento;
- implementação integral do Protocolo Anticorrupção do ATEC.
Em uma segunda fase, as entidades sugerem que a agenda bilateral seja ampliada para incluir outras áreas de interesse mútuo, como resiliência de cadeias produtivas, segurança energética, economia digital, comércio eletrônico, facilitação de comércio, inovação, descarbonização industrial, transportes, agricultura, produtos farmacêuticos, equipamentos médicos e outras prioridades capazes de aprofundar o comércio e os investimentos bilaterais.
O objetivo, segundo a carta, é criar condições para ampliar o comércio e os investimentos entre os dois países de forma gradual.
Setor privado defende negociação
Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, o momento exige uma atuação coordenada dos governos.
“Às vésperas do prazo final da investigação, é essencial um esforço concentrado dos governos do Brasil e dos Estados Unidos para viabilizar um acordo que evite a aplicação das tarifas e abra espaço para uma agenda mais ampla de fortalecimento da relação econômica bilateral”, afirmou.
As três entidades destacam que representam milhares de empresas brasileiras e americanas e reafirmam o compromisso com o fortalecimento da parceria econômica entre os dois países por meio do diálogo e da negociação.











