O dólar fechou esta sexta-feira (10) em queda de 0,28%, a R$ 5,11, chegando à terceira sessão seguida de desvalorização. O movimento foi impulsionado pela desaceleração da inflação no Brasil e por um cenário externo mais favorável às moedas de países emergentes.
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação do país, desacelerou de 0,58% em maio para 0,16% em junho.
O resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que esperava alta mínima de 0,26%. A leitura mais fraca fortaleceu as apostas de novos cortes da taxa Selic nos próximos meses.
Na semana, o dólar acumulou recuo de 1,17%. Em julho, a queda chega a 1,06%. No ano, a moeda americana apresenta desvalorização de 6,93% frente ao real.
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Ambiente externo faz dólar recuar no exterior
No exterior, o cenário também contribuiu para a valorização das moedas emergentes. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em alta moderada durante a tarde e permaneceu próximo dos 101 pontos.
Ainda assim, a maioria das divisas emergentes avançou, com destaque para o peso colombiano.
Os preços do petróleo também ajudaram a reduzir a percepção de risco global. O contrato do Brent para setembro caiu 0,38%, encerrando o dia a US$ 76,01 por barril. Apesar da queda nesta sessão, a commodity acumulou alta de 5,35% na semana.
As atenções seguiram voltadas para o Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã chegou ao fim, mas indicou que as partes continuarão as negociações de paz.











