O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta quinta-feira (16) em queda de 1,24%, aos 173.825,27 pontos, pressionado pela confirmação da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros.
Embora o mercado já esperasse a tarifa, a lista de exceções e o impacto, considerado limitado pela equipe econômica, investidores monitoram a possibilidade de aplicação da chamada Lei da Reciprocidade Econômica.
Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou durante a tarde que o governo brasileiro poderá utilizar a legislação no momento considerado adequado.
Para a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, a cautela dos investidores está relacionada à falta de clareza sobre quais medidas poderão ser adotadas pelo Brasil e quanto tempo esse processo poderá levar.
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O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 19,06 bilhões. Em julho, o Ibovespa acumula alta de 1,05% e, no ano, avanço de 7,88%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras acompanharam a queda dos preços internacionais do petróleo, encerrando o dia em queda de 1,95% (ON) e 1,72% (PN). A Vale seguiu na mesma linha, recuando 2,05%.
No setor financeiro, os bancos também fecharam no vermelho. As ações do Itaú recuaram 1,37%, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC4) caíram 1,02%.
Entre as maiores altas do dia ficaram CSN Mineração (+4,01%), Ultrapar (+2,86%) e Vibra (+1,86%). Já entre as quedas, ficaram Braskem (-4,84%), Cury (-4,40%) e Eneva (-3,71%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Pesquisa Quaest entra no radar dos investidores
Além dos efeitos econômicos da tarifa, parte do mercado também acompanhou a repercussão política do tema. Pesquisa Genial/Quaest mostrou que 51% dos entrevistados atribuem ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) responsabilidade pela imposição da tarifa americana sobre produtos brasileiros.











