O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (17) em queda de 0,06%, aos 173.714,08 pontos, impactado pela alta do petróleo, pela elevação dos juros futuros e pelas preocupações dos investidores com o conflito entre Estados Unidos e Irã.
A continuidade dos ataques entre Washington e Teerã e o fechamento do Estreito de Ormuz impulsionaram o preço do barril do petróleo Brent em mais de 4%. O movimento teve efeitos distintos sobre o índice.
Por um lado, a valorização favoreceu as ações da Petrobras. Por outro, o avanço do petróleo elevou preocupações com a inflação, aumentando a pressão sobre as taxas de juros e afetando setores mais sensíveis ao custo do crédito.
Além da escalada das tensões entre EUA e Irã, investidores acompanharam os desdobramentos das tarifas impostas sobre produtos brasileiros, a possibilidade de medidas de retaliação, discussões fiscais no Congresso Nacional e pesquisas eleitorais.
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Após três semanas consecutivas de valorização, a Bolsa acumulou perda de 2,33%. No mês, o Ibovespa ainda sobe 0,98%. Em 2026, o ganho é de 7,81%.
IBC-Br acima do esperado
Os investidores também acompanharam a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O indicador avançou 0,07% em maio na comparação com abril. O resultado ficou acima da mediana das projeções do mercado, que apontava queda de 0,20%.
Destaques do Ibovespa
A Petrobras (ON +2,62% e PN +2,53%) avançou, beneficiada pela valorização do petróleo no mercado internacional após a escalada das tensões no Oriente Médio.
Apesar do desempenho da petroleira, o índice foi pressionado pela queda dos bancos. Itaú e Banco do Brasil fecharam com perdas superiores a 1%, enquanto a Vale encerrou o dia praticamente estável, em leve baixa de 0,05%.
Entre as maiores altas do dia ficaram Usiminas (+4,01%), Hapvida (+3,93%) e Petrobras (+2,62% e 2,53%). Já entre as quedas, ficaram Vivara (-3,90%), MRV (-3,31%) e Direcional (-2,75%).
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