O dólar fechou esta terça-feira (21) em queda de 0,31%, a R$ 5,07, mesmo com o fortalecimento da moeda americana no exterior. O movimento foi sustentado principalmente pela alta do petróleo e pelo fluxo de investidores estrangeiros atraídos pelos juros elevados no Brasil.
As tensões no Oriente Médio, que aumentaram após sinalizações de que o grupo Houthi, do Iêmen, pode interromper o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb, fizeram os preços do petróleo subirem. O contrato do Brent para setembro fechou em alta de 2%, cotado a US$ 91 por barril.
Outro fator que favoreceu o real foi o aumento das operações de carry trade. Essa estratégia consiste em captar recursos em países com juros baixos para investir em mercados que oferecem taxas mais elevadas, buscando lucrar com a diferença entre os rendimentos.
Como o Brasil mantém uma das maiores taxas reais de juros do mundo, o país continua atraindo investidores estrangeiros. Além disso, parte do mercado avalia que os juros brasileiros devem começar a cair nos próximos meses, cenário que incentiva investidores a aproveitar as taxas atuais.
Com o resultado, o dólar acumula queda de 0,73% na semana, 1,73% no mês e 7,57% em 2026 frente ao real.
Dólar sobe no exterior; real é destaque entre emergentes
O desempenho observado no mercado cambial ocorreu na contramão do DXY, índice que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, que avançou 0,23%.
Impulsionado pela combinação entre alta do petróleo e entrada de recursos externos, o real registrou o segundo melhor desempenho entre moedas de países emergentes, ficando atrás apenas do peso colombiano.
Possível tarifa dos EUA
Além dos indicadores econômicos, o mercado monitora a possibilidade de os Estados Unidos anunciarem uma tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.
Segundo informações apuradas pelo Broadcast, o governo brasileiro acompanha a expectativa de que a medida possa ser divulgada entre quarta e sexta-feira, quando termina a investigação americana sobre a importação de produtos manufaturados com uso de trabalho análogo à escravidão.











