O bitcoin (BTC) segue em um momento de consolidação e encontra um ambiente macroeconômico que, embora mais favorável, ainda apresenta riscos relevantes. A avaliação é da equipe da Bitfinex, que avalia a desaceleração da inflação nos Estados Unidos, a resiliência do consumo e o enfraquecimento do mercado imobiliário como fatores que sustentam a criptomoeda, enquanto a política monetária continua restritiva.
Para a Bitfnex, agora, o principal desafio está na região dos US$ 68 mil, onde convergem diferentes níveis de resistência técnica, incluindo o preço médio de compra dos investidores de curto prazo, conhecido como Short-Term Holder Cost Basis — indicador que representa o preço médio pago pelos investidores que adquiriram Bitcoin recentemente.
Na semana passada, o bitcoin registrou o terceiro fechamento semanal consecutivo em alta e permanece acima da zona de demanda de US$ 61.360, faixa considerada importante para sustentar a recuperação do ativo. Após nova valorização, o ativo cai 1,31% nesta quarta-feira (22), aos US$ 65.642,38.
De acordo com a Bitfinex, um rompimento consistente dessa faixa, acompanhado por forte demanda no mercado à vista (spot), poderá fortalecer o movimento de recuperação. Caso contrário, uma rejeição nesse nível pode levar o Bitcoin a testar novamente as mínimas recentes.
ETFs mostram estabilização dos fluxos
A análise também aponta melhora nas condições para investidores institucionais. Os fluxos para os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos deixaram para trás um período de resgates contínuos e passaram a apresentar estabilidade.
No entanto, a demanda continua concentrada no IBIT, fundo da BlackRock, sem uma distribuição semelhante entre os demais ETFs do setor.
Outro ponto observado pela Bitfinex é o aumento da participação do Bitcoin no volume negociado do mercado de criptomoedas. Segundo a corretora, esse comportamento indica uma migração defensiva de capital para o ativo, e não um retorno amplo do apetite por risco entre os investidores.
Cenário macroeconômico favorece Bitcoin, mas riscos permanecem
Na avaliação da Bitfinex, o ambiente econômico dos Estados Unidos oferece suporte parcial ao Bitcoin.
Em junho, os preços ao consumidor registraram a primeira queda em seis anos, impulsionada principalmente pela redução dos custos de energia. Ao mesmo tempo, a inflação subjacente perdeu força, mas outros indicadores mostraram pressão de custos ligada aos investimentos em infraestrutura para inteligência artificial, gastos com defesa e tarifas de importação sobre equipamentos de informática e bens de capital.
Esse conjunto de fatores mantém o Federal Reserve (Fed) em uma posição delicada. A inflação ainda não permite uma flexibilização da política monetária, enquanto juros elevados ampliam os efeitos sobre setores mais sensíveis da economia.
Entre eles está o mercado imobiliário, que apresenta sinais de desaceleração diante das taxas elevadas de financiamento, da redução das licenças para novas construções, do aumento dos estoques de imóveis e da queda da confiança das construtoras.











