O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (24) em queda de 1,52%, aos 174.041,95 pontos. Apesar do recuo, o índice conseguiu acumular alta de 0,19% na semana, sustentado pelo avanço registrado na quarta-feira (22).
A desvalorização foi pressionada principalmente pelas ações da Petrobras, Vale e dos grandes bancos, em um dia marcado pela queda do petróleo no mercado internacional, pela redução da liquidez e pela continuidade da saída de recursos de investidores estrangeiros dos mercados emergentes.
O mercado também acompanhou a repercussão da decisão dos Estados Unidos de aplicar uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, relacionada às investigações sobre a importação de bens produzidos com trabalho forçado. Embora a medida já fosse esperada, investidores seguem atentos à possibilidade de o governo brasileiro recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica.
Ao longo do pregão, o índice chegou à máxima de 176.719,62 pontos, praticamente estável em relação ao fechamento anterior, mas perdeu força durante a sessão e encerrou o dia na mínima. O volume financeiro foi de R$ 16,5 bilhões, abaixo da média recente.
Com o resultado da sessão, o Ibovespa acumula alta de 1,17% em julho. Em 2026, o avanço do índice chega a 8,02%.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras (ON -2,36% e PN -1,72%) acompanharam a queda do petróleo após informações de que o Paquistão estaria tentando intermediar a retomada das negociações entre EUA e Irã. Já a Vale perdeu 0,58%, refletindo o recuo do minério de ferro no mercado internacional.
No setor bancário, o Itaú caiu 1,08% e o Bradesco recuou 1,28%, em meio à redução do fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira.
Entre as maiores altas do dia ficaram Yduqs (+3,05%), Telefônica Brasil (+2,22%) e MRV (+2,30%). Já entre as quedas, apareceram Isa Energia (-7,16%), Hapvida (-5,25%) e Caixa Seguridade (-5,21%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):
Brasil Soberano deve ter impacto fiscal limitado
Outro tema acompanhado pelos investidores foi o anúncio de novas medidas dentro do programa Brasil Soberano, voltado aos setores mais afetados pelas tarifas americanas. Segundo análise do Citi, o pacote pode movimentar cerca de R$ 18 bilhões, equivalente a aproximadamente 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
O banco destaca, porém, que os recursos devem vir de fundos já existentes e de valores previamente destinados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), reduzindo a necessidade de novas transferências do Tesouro Nacional.











