A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou requerimentos para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, expliquem aos congressistas “as razões e circunstâncias de manutenção” de empresas offshore em paraísos fiscais.
Além disso, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou a convocação de Guedes para falar sobre o mesmo assunto.
As informações sobre a existência das empresas foram publicadas no fim de semana pelos veículos Agência Pública, Metrópoles, Poder360 e revista piauí. Segundo as reportagens, Guedes possui US$ 9,5 milhões em uma empresa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. Campos Neto também era dono de uma offshore semelhante, com US$ 1,09 milhão, e ficou com a empresa aberta até outubro do ano passado.
A manutenção de empresas offshore ou de contas no exterior é legal desde que elas sejam declaradas à Receita Federal. Guedes e Campos Neto alegaram nas reportagens que as empresas foram devidamente declaradas. No entanto, há um outro dispositivo legal, o artigo 5 do Código de Conduta da Alta Administração Federal, que proíbe os funcionários da cúpula do governo de fazer aplicações que possam ser afetadas por políticas de governo.
Nunca foi tão fácil ficar atualizado sobre finanças, economia e investimentos. Assine gratuitamente
O governo federal possui um órgão – a Comissão de Ética Pública – que avalia se os funcionários de alto escalão estão respeitando esta regra. No caso de Guedes, a situação foi analisada e arquivada após um ano e meio de análise, e no de Campos Neto não ficou claro o procedimento adotado pela comissão.
Gustavo Nicoletta / Agência CMA ([email protected])
Copyright 2021 – Grupo CMA
Imagem: Agência Brasil











