O papel da Cielo (CIEL3) está no rali entre as piores quedas do Ibovespa de hoje, com perda de 3,33%, a R$ 2,32 às 14h41.
A Genial Investimentos cita que, apesar de ser líder de mercado, a ação vêm sofrendo desvalorização de quase 90% desde 2016, em R$ R$ 2,5, de R$ 24,8, por conta do aumento da competição no mercado de adquirência, com a entrada de companhias como a Getnet, PagSeguro e Stone que podem continuar a pressionar as taxas de administração, além de “comoditização” do serviço.
“A Cielo não ambiciona ser uma empresa de tecnologia no segmento de pagamentos. Sem muita diferenciação, os serviços de adquirência tendem a se comoditizar, gerando mais competição e pressão em preços”, pontuam os analistas, em relatório sobre a empresa.
No entanto, a análise considerada que a ação está bastante descontada e recomenda a compra, preço-alvo de R$ 3,50, considerando potencial de valorização de 48% em relação ao preço atual de R$ 2,4, citando expectativas de que a retomada econômica decorrente da maior vacinação deve auxiliar na recuperação dos volumes transacionados e consequentemente receitas e margens da companhia, e projetam receitas crescendo 2,8% em 2021 e 4% em 2022, com avanço do lucro de 95% e 9,75% nos respectivos anos.
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Outra opção que pode destravar valor seria a venda de ativos periféricos como a M4U e a Merchant-e (MeS), subsidiária americana adquirida em 2012 por US$ 670 milhões, mas que têm rodado no prejuízo devido à demora na integração com os sistemas da companhia. A venda deve ocorrer ainda este ano, segundo a Genial.
Por fim, avaliam que a possibilidade da companhia fechar o capital também poderia ser uma opção viável, além de inferir no pagamento de um prêmio aos acionistas.
Cynara Escobar / Agência CMA
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