O BTG Pactual atualizou sua carteira recomendada de small caps (empresas de menor valor de mercado) e promoveu uma mudança na composição do portfólio. Para agosto, sai Marcopolo (POMO4) e entra a OceanPact (OPCT3), mantendo a estratégia com dez ações e peso de 10% para cada papel.
Segundo a equipe de análise do BTG Pactual, a inclusão da OceanPact ocorre em um momento considerado favorável para a companhia, apoiado por três fatores: expectativa de resultados mais fortes no segundo trimestre, continuidade da melhora operacional nos próximos trimestres e possíveis catalisadores relacionados ao julgamento da embarcação UP Coral e ao avanço da fusão com a CBO. O banco mantém recomendação de compra para a empresa.
Em julho, a carteira caiu 6,6%, desempenho inferior ao Ibovespa, que avançou 3,5%, e também ao índice Small Caps (SMLL), que recuou 0,8%. Com o resultado, a carteira agora acumula uma queda de 6,1%, enquanto o Ibovespa sobe 10,5%, o índice Small Caps recua 5,3% e o CDI acumula alta de 8,1%.
Apesar do desempenho mais fraco neste ano, o BTG destaca que a estratégia acumula valorização de 5.510% desde julho de 2010, período em que o Ibovespa avançou 192,1% e o índice Small Caps teve alta de 92%.
Carteira de small caps mantém saneamento entre os destaques
Além da mudança para incluir a OPCT3, o BTG manteve nove empresas na carteira de agosto:
- Bemobi (BMOB3)
- Tenda (TEND3)
- Smart Fit (SMFT3)
- 3tentos (TTEN3)
- Pague Menos (PGMN3)
- Orizon (ORVR3)
- Inter (INBR32)
- Copasa (CSMG3)
- Sanepar (SAPR11)
Entre os destaques, o banco segue otimista com as empresas de saneamento. Para a Copasa, a avaliação considera que a privatização concluída em junho e a entrada da Equatorial como acionista de referência podem abrir espaço para ganhos de eficiência, renegociação de contratos e aumento da distribuição de dividendos nos próximos anos.
Já para a Sanepar, o BTG afirma que a companhia negocia com múltiplos considerados baixos em relação ao potencial operacional. O banco cita como principal evento para 2026 o cenário político no Paraná, que pode aumentar as expectativas por medidas de eficiência ou avanços em uma eventual privatização.
BTG mantém visão positiva para varejo, tecnologia e agronegócio
No varejo, o BTG reiterou a presença da Smart Fit e da Pague Menos. Para a rede de academias, o banco afirma que os resultados do primeiro trimestre reduziram parte das preocupações relacionadas ao TotalPass e reforçaram a expectativa de crescimento dos lucros nos próximos anos.
Em relação à Pague Menos, a análise destaca que a recente oferta de ações fortaleceu a estrutura de capital da companhia e deve permitir novos ganhos de produtividade, além da retomada gradual da expansão da rede.
No agronegócio, a recomendação para a 3tentos foi mantida mesmo após a queda das ações em julho. Segundo o BTG, a revisão das estimativas para o segundo trimestre pressionou os papéis, mas não altera a visão de longo prazo sobre crescimento, rentabilidade e retorno sobre o capital investido.
O banco também manteve a Bemobi, destacando crescimento de receitas, expansão de margens e retorno de caixa aos acionistas, além da Tenda, cuja tese continua apoiada nas mudanças do programa Minha Casa, Minha Vida. Para o Inter, a avaliação é que a forte queda acumulada no ano aumentou a margem de segurança da ação. Já a Orizon permanece na carteira devido ao histórico de alocação de capital, crescimento no mercado de biometano e expansão da receita com créditos de carbono.











