O dólar à vista fechou esta segunda-feira (10) em alta de 0,53%, a R$ 5,11, refletindo a alta dos preços do petróleo. O movimento ocorreu em meio ao impasse nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, aumentando a aversão ao risco no mercado.
O contrato do WTI para setembro subiu 5,05%, para US$ 82,13 por barril. Já o Brent para outubro, referência internacional, avançou 4,99%, para US$ 87,72.
Além disso, o real apresentou desempenho inferior ao de outras moedas emergentes, em um cenário de maior sensibilidade do câmbio às incertezas políticas domésticas e às expectativas sobre o ciclo de cortes da Selic.
O mercado aguarda a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta semana, após o Banco Central (BC) reduzir a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano na reunião da semana passada.
Dólar ganha força após fala de dirigente do Fed
O índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, renovou a máxima durante a tarde, aos 99,829 pontos.
A alta ocorreu após a presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Beth Hammack, reforçar a posição favorável a uma elevação dos juros americanos no curto prazo. “Uma única alta de juros de 25 pontos-base pode não fazer o suficiente pela economia”, afirmou.
Payroll muda apostas sobre juros dos EUA
As expectativas para a política monetária do Fed foram alteradas após o payroll de julho. O relatório mostrou destruição de postos de trabalho na economia americana, resultado que levou o mercado a deslocar as apostas majoritárias de uma alta dos juros em setembro para outubro.
Agora, a atenção dos investidores se volta para os dados de inflação dos Estados Unidos. O CPI (Índice de Preços ao Consumidor) será divulgado nesta quarta-feira (12).











