O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (10) em queda de 0,19%, aos 172.179,93 pontos, pressionado pelas preocupações com os conflitos no Oriente Médio. Com o resultado, o índice acumulou o quinto recuo consecutivo.
Investidores voltaram a acompanhar as incertezas em torno da abertura do Estreito de Ormuz depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã deverá pagar compensações pela guerra na região.
Diante das tensões, o petróleo fechou em alta de cerca de 5%, voltando a superar os US$ 80 por barril. A valorização ajudou a sustentar as ações da Petrobras, que também foram beneficiadas pelo aumento da procura pelos papéis.
Apesar do impacto positivo no curto prazo, a alta do petróleo aumenta as preocupações com a inflação global caso se mantenha por um período prolongado.
As atenções também se voltam para a divulgação do IPCA de julho, indicador oficial de inflação, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em fala ao Broadcast, Gabriel Macarini, advisor sênior da Blue3 Investimentos, disse que um IPCA dentro ou abaixo do esperado pode ajudar o mercado a aumentar as apostas em um novo corte da Selic na reunião de setembro e favorecer a retomada do fluxo de investidores para a Bolsa.
Destaques do Ibovespa
O desempenho do Ibovespa só não foi pior graças às ações da Petrobras, que subiram 3,33% tanto entre as preferenciais (PETR4) quanto entre as ordinárias (PETR3). A Vale também ajudou, avançando 1,28%, na contramão do minério de ferro, que recuou no mercado internacional.
No setor financeiro, os bancos terminaram a sessão em baixa. Itaú caiu 0,81%, enquanto o Bradesco recuou 0,75%. Banco do Brasil (-0,15%), BTG Pactual (-0,09%) e Santander (-0,07%) fecharam próximos de estabilidade.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Prio (+6,60%), PetroReconcavo (+4,99%) e Petrobras (+3,33%). Já entre as quedas, estiveram Cosan (-5,99%), Vamos (-5,52%) e Yduqs (-5,28%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











