O IRB(Re) registrou lucro líquido recorrente comparável de R$ 185 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 29% na comparação anual, segundo os resultados divulgados nesta quinta-feira (13).
Considerando o impacto da reforma tributária, o lucro do trimestre foi de R$ 157,2 milhões, crescimento de 9,7% na comparação anual. Nos últimos 12 meses, o lucro líquido recorrente chegou a R$ 592 milhões, alta de 20%. Com o efeito da reforma tributária, o valor foi de R$ 501,1 milhões.
Já no primeiro semestre, o lucro líquido do IRB(Re) foi de R$ 259 milhões, praticamente em linha com os R$ 262,2 milhões registrados no mesmo período de 2025.
Após a divulgação, os papéis IRBR3 operam em alta de 8,11% nesta manhã, a R$ 53,48, no terceiro melhor desempenho de toda a Bolsa.
Resultado de subscrição cresce e sinistralidade cai
O resultado de subscrição, indicador que mostra o desempenho operacional da atividade de resseguro antes do resultado financeiro, somou R$ 250,3 milhões no trimestre, alta de 9,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.
A carteira de P&C, que reúne seguros patrimoniais e de responsabilidade, respondeu por R$ 304,8 milhões, crescimento de 41,2%. Dentro dessa carteira, o segmento Patrimonial gerou R$ 309,9 milhões, avanço de 122,9% na comparação anual.
Nos últimos 12 meses, o resultado de subscrição alcançou R$ 838,7 milhões, alta de 33,6%.
O prêmio retido, por sua vez, terminou o trimestre em R$ 783 milhões, queda de 5%. O prêmio retido doméstico recuou 9%, enquanto o internacional cresceu 1%.
O índice de sinistralidade, que mede a parcela dos prêmios destinada ao pagamento de sinistros, ficou em 41,8% no segundo trimestre, ante 51,9% um ano antes. A redução de 10,1 pontos percentuais foi influenciada principalmente pelos segmentos Patrimonial e Riscos Especiais.
No Brasil, a sinistralidade caiu de 36,3% para 13%. No exterior, o indicador aumentou de 84% para 89%, pressionado pelas linhas de Vida, Rural e Outros.
Resultado financeiro do IRB(Re) chega a R$ 167,4 milhões
O resultado financeiro e patrimonial atingiu R$ 167,4 milhões no segundo trimestre, alta de 3,1% em um ano. Nos últimos 12 meses, o resultado financeiro das carteiras de investimento chegou a R$ 718 milhões, acima dos R$ 673 milhões registrados no período anterior.
Segundo o IRB(Re), o desempenho foi beneficiado pelo nível das taxas de juros e pela realocação dos investimentos para ativos com taxas mais atrativas.
A carteira sob gestão da companhia terminou o trimestre em R$ 8,3 bilhões, ante R$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre. Desse total, 62% estavam aplicados em reais, no mercado doméstico, e 38% em dólares e outras moedas, no mercado externo.
Solvência sobe para 316%
O patrimônio líquido ajustado do IRB(Re) aumentou 14% e chegou a R$ 2,7 bilhões em junho.
A suficiência de capital, que representa quanto o capital disponível da companhia supera o mínimo regulatório necessário para suportar os riscos de suas operações, alcançou R$ 1,9 bilhão, enquanto o patrimônio líquido ajustado correspondia a 316% do capital mínimo requerido.
O índice estava em 237% um ano antes, o que representa avanço de 79 pontos percentuais.
IRB(Re) prepara novo ecossistema
Segundo o CEO da companhia, Marcos Falcão, o IRB(Re) pretende ampliar sua atuação de uma resseguradora local para um ecossistema de proteção e soluções de risco.
A estrutura planejada inclui a IRB(Asset), responsável pela gestão de ativos; a IRB(SSPE), voltada para operações de títulos vinculados a seguros; a IRB(P&D), dedicada a pesquisa e desenvolvimento; e o Instituto IRB, voltado à educação e responsabilidade social.
A companhia também está em processo de constituição de duas seguradoras, uma para operações de P&C e outra para Vida.
Além disso, o IRB(Re) protocolou pedido junto ao regulador suíço para a criação de uma resseguradora de P&C e outro junto ao regulador de Malta para uma entidade no modelo de Protected Cell Company, estrutura que permite segregar riscos e ativos entre diferentes células dentro da mesma organização.











