O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (18) em queda de 0,27%, aos 166.334,86 pontos, chegando à 11ª baixa consecutiva em agosto — maior em três anos —, em meio à saída de recursos estrangeiros e às dúvidas relacionadas ao cenário eleitoral.
Dados mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 2,5 bilhões da Bolsa no dia 14 de agosto. No acumulado do mês, a saída chega a R$ 18,1 bilhões.
O movimento ocorre em meio à procura por ativos considerados mais seguros e por mercados desenvolvidos, enquanto as incertezas sobre o cenário fiscal brasileiro reduzem o interesse por ativos de maior risco.
Em fala ao Broadcast, Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio da Boa Brasil Capital, explicou que a questão fiscal continua sem indicativos, fazendo os estrangeiros continuarem tirando recursos da B3, procurando outras praças com melhores opções de investimento.
No cenário externo, as negociações entre Estados Unidos e Irã e as incertezas relacionadas à reabertura do Estreito de Ormuz seguem influenciando os preços do petróleo. O Brent para outubro fechou em alta de 0,17%, a US$ 91,02 o barril.
Destaques do Ibovespa
As ações da Petrobras subiram 0,31% (ON) e 0,15% (PN), ajudando a limitar a queda. A descoberta de petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial, também esteve entre os fatores acompanhados pelos investidores. Os papéis da Vale (+0,20%) também avançaram.
Já os bancos tiveram mais uma sessão negativa: Itaú caiu 0,50%, enquanto o Bradesco recuou 0,62%. Banco do Brasil perdeu 0,84%.
Entre as maiores altas do pregão ficaram Hapvida (+3,04%), Azzas (+2,47%) e Totvs (+2%). Já entre as quedas, estiveram C&A (-5,87%), Cury (-3,93%) e Direcional (-3,56%).
Acompanhe o gráfico Ibovespa (em tempo real):











