O dólar à vista fechou esta segunda-feira (31) em queda de 0,32%, a R$ 5,18. Segundo operadores, parte dos ajustes técnicos relacionados ao encerramento do mês já havia ocorrido nos últimos pregões, o que contribuiu para limitar a volatilidade da sessão.
Investidores também repercutiram novas pesquisas sobre a corrida presidencial de 2026. Levantamento Atlas/Bloomberg divulgado mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,1% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrou 42,6%. A diferença entre os dois caiu 1,8 ponto percentual em relação à pesquisa anterior.
Já a pesquisa BTG/Nexus mostrou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno.
Outro ponto observado pelos investidores foi o desempenho de Augusto Cury (Avante), que passou à terceira posição nos dois levantamentos. O resultado reduz, em tese, a possibilidade de definição da eleição presidencial no primeiro turno.
Com o resultado da sessão, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,16% em agosto.
Petróleo sobe quase 3% com tensão no Oriente Médio
As cotações do petróleo avançaram quase 3%. O Brent para novembro superou US$ 90 por barril após novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã.
Segundo as informações do mercado, os EUA bombardearam áreas da ilha iraniana de Larak. O governo do Irã classificou a ação como uma violação de sua soberania. Em resposta, o Irã atacou bases militares norte-americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
Dólar recua no exterior
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta formada por seis moedas fortes, recuava 0,29% por volta das 17h, aos 99,412 pontos. O indicador chegou à mínima de 99,370 pontos durante o pregão.
Já o rendimento da Treasury de dois anos, título mais sensível às expectativas para a política monetária do Federal Reserve (Fed), ficou praticamente estável.
O movimento ocorre após a alta dos juros dos títulos, quando declarações do presidente do Fed, Warsh, aumentaram as expectativas de uma possível elevação dos juros nos EUA em setembro.











