O banco de investimentos BTG Pactual tirou mais um escritório de agentes autônomos de investimento das mãos da XP Investimentos, a Wise.
Com mais de 10 anos, a assessoria tem uma rede de 39 escritórios em quatro estados, sendo a maior franquia de escritórios da XP, com cerca de R$ 3 bilhões sob custódia e 150 assessores.
Essa é a segunda movimentação significativa no mercado de assessores de investimento nesta semana. Nesta segunda-feira (17/5), o BTG tirou das mãos do concorrente o escritório Acqua Vero Investimentos, que conta com mais de R$ 8 bilhões sob custódia, 250 assessores e mais de 19 mil clientes. A mudança foi publicada em primeira mão pelo Monitor do Mercado.
O Acqua-Vero é o resultado de uma fusão recém-feita entre os escritórios Acqua e Vero, que foi a primeira união entre agentes autônomos do G20, grupo dos maiores AAIs da XP.
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Atualmente, o Acqua Vero Investimentos tem escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Presidente Prudente, Salvador, Belo Horizonte, Campinas, São José dos Campos, Fortaleza e Piracicaba.
O que é um AAI?
O papel dos assessores, ou AAIs (Agentes Autônomos de Investimentos), é apresentar oportunidades e estratégias de investimento de acordo com seu estilo de vida e sua estrutura financeira. São os profissionais responsáveis por tirar dúvidas e apontar riscos envolvendo os diversos produtos do mercado financeiro.
Troca de bandeira
A briga por agentes autônomos tem movimentado o mercado. No ano passado, o BTG ganhou um round importante, quando um escritório que era da XP e mudou de bandeira foi absolvido da acusação de praticar concorrência desleal, sendo obrigado apenas a pagar uma multa contratual.
No caso que deu vitória ao BTG, a XP Inc. foi à Justiça contra o escritório Delfos Investimentos, que trocou de bandeira, acusando-o de concorrência desleal, de violar o contrato de exclusividade e de quebrar o sigilo de clientes que eram da XP, entregando seus dados ao BTG.
Os agentes autônomos, de Campo Grande (MS), rebateram: a XP tentava, na verdade, puni-los, em represália por terem mudado de bandeira.
Na discussão sobre o contrato de exclusividade, o Delfos levou a pior, já que ficou comprovado que ele já estava vendendo produtos para o BTG antes do fim do aviso prévio de 60 dias. Assim, foi condenado a pagar R$ 173 mil de indenização à XP Inc.
Mas em relação à acusação de que o escritório teria sido “estimulado financeiramente” pelo BTG para adotar “práticas fraudulentas” e desviar clientela da XP, saiu-se pior a XP.
Não havia nenhuma prova de que o escritório estivesse compartilhando informações confidenciais de clientes ou usando qualquer meio fraudulento para captar clientela.
Além disso, afirma a sentença do juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, eventuais práticas de concorrência desleal praticadas pelo BTG não permitem que se diga que os escritórios que abandonam a XP também o façam.
*Imagem em destaque: Reprodução/YouTube











