O Ibovespa e o dólar sobem enquanto as taxas DI operam em queda no mercado financeiro brasileiro nesta quinta-feira (4). A Bolsa perde força e recua acompanhando o exterior com a crise dos bancos regionais e com a pressão de commodities metálicas e papel e celulose.
Somado a isso, mais cedo, circularam rumores de que o governo pretende indicar para o Banco Central nomes próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar abaixar os juros, o que fez o Ibovespa recuar do patamar dos 103 mil pts para a faixa dos 101 mil pontos.
Ontem, o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) trouxe leituras distintas entre analistas. Alguns enxergaram no documento um tom mais brando, quando sinaliza que é a retomada do aumento de juros seja “menos provável” e outra parte como o Sérgio Goldenstein, estrategista-chefe da Warren Rena, que acredita em um comunicado mais duro por não dar “nenhum indício do ciclo de relaxamento monetário no curto prazo”.
O dólar virou e passou a subir. Por mais que a Selic (taxa básica de juros) continue sendo positiva para a moeda brasileira, o clima hoje é de aversão global ao risco. A situação do sistema bancário nos Estados Unidos aumenta ainda mais a preocupação de uma recessão iminente naquele país.
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As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) seguem caindo devido a comunicados de bancos centrais globais, nesta quinta-feira pós Super Quarta e ainda refletindo a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de ontem e suas decisões de manutenção da Selic (taxa básica de juros) a 13,75%, ao ano, numa postura mais dovish (mais suave, tendência de corte ou manutenção dos juros). A continuidade da taxa já era amplamente esperada.
Rumores de que o governo estaria tentando colocar alguém próximo a eles no BC – na tentativa de fazer pressão para derrubar os juros – foi cogitado como um dos motivos que está fazendo o Ibovespa desacelerar e o dólar subir. O economista e sócio da Pronto! Investimentos, Marcelo Castro, discorda.
“Esse negócio do BC já está rolando há umas 2 ou 3 semanas, vai ter troca de alguns diretores e o Haddad deve colocar alguém com mais inclinação aos desejos do governo, sim. Mas acho que isso não impacta os juros hoje”, diz. “Hoje o que está refletindo são as decisões dos vários BCs que divulgaram as novas taxas: Comitê de Política Monetária (Copom), Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), Banco Central Europeu (BCE)”












