As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DI) fecharam em baixa nesta Super Quarta, puxadas pela decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) de aumentar a meta da taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual (pp) para a faixa entre 5,0% e 5,25%.
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O Federal Reserve elevou os juros em 0,25 ponto porcentual, para o patamar entre 5% e 5,25%. Não houve sinalização sobre o fim do ciclo, segundo a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila `Abdelmalack.
“Os dados fortes do mercado de trabalho e uma leitura minuciosa da inflação que alerta para a inflação de serviços acima de 7% – sugerem que a convergência da inflação para a meta de 2% não acontecerá tão cedo”, analisa.
Segundo a especialista, a crise envolvendo alguns bancos nos Estados Unidos colocou o sistema financeiro no observatório dos investidores. “O Federal Reserve, no entanto,mostrou-se preparado para lidar com qualquer pressão de liquidez. Houve dúvidas sobre a influência da crise bancária no processo de elevação dos juros, mas desde a reunião de março a instituição reforçou que a crise seria gerenciada com medidas macroprudenciais enquanto a taxa de juros seguiria como ferramenta para frear o processo inflacionário.”
A desaceleração da inflação nos Estados Unidos, de 6% em fevereiro para 5% em março, intensificou a aposta dos investidores de que o corte poderia acontecer já no 3 trimestre. “Todo esse contexto é necessário para explicar que no mercado financeiro há consenso que as Fed Funds atingiram o patamar terminal nessa reunião, embora o Federal Reserve não tenha escrito isso no comunicado e tenha preferido manter a porta aberta até a próxima reunião em junho”, diz Camila, que concluiu comentando que a precificação da curva de juros nos Estados Unidos vem sugerindo estabilidade entre 5% e 5,25% e que o próximo movimento será um corte nos juros.
A economista Paloma Lopes da Valor Investimentos, observou uma mudança de linguagem: “Saímos de um discurso de que sequencias de alta para uma possível pausa na nas altas da taxa de juros. Essa leveza da ‘fala’ me surpreendeu.”
Por volta das 16h30 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2024 tinha taxa de 13,240% de 13,270 % no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2025 projetava taxa de 11,875 % de 11,940%, o DI para janeiro de 2026 ia a 11,711 %, de 11,580%, e o DI para janeiro de 2027 com taxa de 11,630 % de 11,575 % na mesma comparação. No mercado de câmbio, o dólar operava queda, cotado a R$ 4,9920 para venda.
Camila Brunelli / Agência CMA
Imagem: piqsels.com
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