O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,6% em fevereiro, ante o mês anterior, quando registrou alta de 0,86%, de acordo com dados divulgados pela autarquia nesta quinta-feira (16).
Na comparação anual, o indicador apresentou desempenho mais fraco, com redução de 0,3 ponto percentual.
No trimestre encerrado em fevereiro, o IBC-Br acumulou alta de 1,1% frente ao trimestre finalizado em novembro de 2025. Já no acumulado de 2025, o indicador registrou crescimento de 2,5% em relação a 2024, marcando o menor avanço desde 2020, período marcado pelos efeitos da pandemia, quando houve retração de 3,9%.
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O conjunto de dados reforça a leitura de que a economia brasileira deve crescer em ritmo mais moderado ao longo de 2026, conforme já indicado pelo Banco Central.
Desempenho da economia por setores
Os dados detalhados pelo IBC-Br mostram diferenças entre os principais segmentos da economia:
- Indústria: teve crescimento de 1,18%, após alta de 0,40% em janeiro (revisado de 0,37%)
- Serviços: avançaram 0,29%, recuando frente ao ganho de 0,87% no mês anterior (revisado de 0,81%)
- Agropecuária: registrou alta de 0,23%, após queda de 1,32% em janeiro (revisado de -1,49%)
- Impostos sobre produtos: (equivalente à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do PIB) teve aumento de 0,75%, após alta de 0,78% (revisado de 0,47%)
O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresceu 0,61% em fevereiro, após avanço de 0,96% em janeiro (revisado de 0,86%).
Comparação anual surpreende negativamente
Na comparação com fevereiro de 2025, o IBC-Br total recuou 0,27% na série sem ajuste sazonal. As estimativas do mercado iam de queda de 1,7% a alta de 2,5%, segundo projeções do Broadcast.
Confira a base de comparação:
- IBC-Br ex-agropecuária: ficou estável (0%), após alta de 0,97% em janeiro (revisado de 0,91%)
- Agropecuária: recuou 1,31%, após crescimento de 1,51% em janeiro (revisado de 0,65%)
- Serviços: tiveram alta de 0,99%, após avanço de 2,21% (revisado de 2,09%)
- Indústria: registrou queda de 1,3%, após recuar 1,19% (revisado de -1,17%)
- Impostos: tiveram retração de 2,63%, após queda de 1,35% (revisado de -1,27%)
FMI traça projeções mais contidas para a economia
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2026 nesta quarta-feira (15), estimando expansão de 1,9%. Apesar da revisão para cima, o resultado projetado ainda fica abaixo dos registrados em 2025 (2,3%) e 2024 (3,4%).
Segundo o Fundo, o ambiente de juros elevados no cenário global tende a limitar o crescimento da economia, mesmo com fatores pontuais, como os impactos da guerra no Irã sobre os preços de energia.
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Em meio ao cenário de desaceleração, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou o compromisso com o equilíbrio das contas públicas.
“Do nosso lado, o que eu procuro reforçar é que a gente tem um compromisso com a estabilização da trajetória da dívida pública brasileira, e uma expectativa de reduzir a dívida em um médio e longo prazo”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas nos Estados Unidos nesta quarta-feira, durante reuniões do Banco Mundial e do FMI.











